- A Changhong Holding Group, empresa chinesa, está expandindo suas operações no Brasil.
- A expectativa é faturar até US$ 50 milhões com a venda de produtos de “Casa Conectada”.
- Os eletrodomésticos incluem fogões que desligam automaticamente, ar-condicionados que analisam a qualidade do ar e TVs que ajudam crianças em estudos.
- A empresa firmou parcerias com varejistas brasileiros e planeja lançar seus produtos em 2024, começando com vendas de US$ 5 milhões.
- Especialistas destacam que a automação residencial ainda enfrenta desafios para se popularizar no Brasil, exigindo estratégias de marketing eficazes.
HANGZHOU – A Changhong Holding Group está ampliando sua presença no Brasil, com a expectativa de faturar até US$ 50 milhões ao introduzir produtos de “Casa Conectada”. A empresa chinesa, que já investe em eletrodomésticos com inteligência artificial, visa automatizar o cotidiano dos consumidores brasileiros.
Os eletrodomésticos da Changhong incluem fogões que desligam automaticamente, ar-condicionados que analisam a qualidade do ar e TVs que auxiliam crianças em estudos. Esses produtos são parte de uma tendência crescente na China, onde o mercado de eletrodomésticos inteligentes deve movimentar US$ 160 bilhões até 2029, com um crescimento anual de 3,55%.
A linha de produtos da Changhong utiliza ferramentas de IA generativa, permitindo que os aparelhos se conectem e tomem decisões de forma autônoma. O diretor da divisão de televisores, Li Guouchun, destaca que a TV da marca pode ajudar crianças a resolver equações matemáticas e realizar pesquisas escolares. Os preços variam de 6 mil a 35 mil yuans (aproximadamente R$ 4,7 mil a R$ 28 mil).
Expansão no Brasil
Recentemente, a Changhong firmou parcerias com varejistas brasileiros para lançar seus produtos em 2024. O diretor de operações locais, Chang Huaiwei, afirma que a empresa está focada em atender às necessidades do mercado brasileiro, com previsão de vendas de US$ 5 milhões inicialmente, podendo chegar a US$ 50 milhões.
O especialista em tecnologia da USP, Renato Franzin, explica que a verdadeira inteligência artificial em eletrodomésticos vai além de simples comandos. A automação deve permitir que os aparelhos interajam entre si e tomem decisões baseadas em múltiplos parâmetros, o que ainda pode levar tempo para se popularizar no Brasil.
Desafios e Oportunidades
A entrada da Changhong no mercado brasileiro enfrenta desafios, como a necessidade de um forte investimento em marketing para se destacar. O especialista em varejo da FGV, Ulysses Reis, ressalta que a penetração no mercado dependerá de uma estratégia bem elaborada, possivelmente associando-se a marcas já conhecidas pelos consumidores locais.
A empresa, fundada em 1958, começou com televisores e agora busca integrar novas tecnologias em diversos eletrodomésticos. Com a crescente demanda por automação residencial, a Changhong está investindo em pesquisa e desenvolvimento para criar produtos que atendam a essa tendência.
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