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Ex-funcionário da C&M se declara vítima em caso de ataque hacker de R$ 1 bilhão

Técnico de TI confessa ter facilitado ataque cibernético que causou prejuízo de R$ 1 bilhão e pode ter sido manipulado por criminosos.

João Nazareno Roque é apontado pela Polícia Civil como responsável por facilitar o ataque hacker que desviou recursos do Banco Central (Foto: Reprodução/@jnroque no Linkedin)
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  • João Nazareno Roque, técnico de TI de 48 anos, foi preso em Pirituba, São Paulo, por facilitar um ataque cibernético que causou prejuízo de R$ 1 bilhão a instituições financeiras.
  • Ele confessou ter recebido R$ 15 mil para ceder credenciais da empresa C&M e executar comandos de criminosos.
  • Os códigos executados por Roque permitiram acesso a contas de pelo menos oito instituições financeiras.
  • O advogado de Roque afirma que ele pode ter sido manipulado e que não tinha plena consciência das consequências de suas ações.
  • A prisão temporária de Roque termina em 7 de outubro, mas a polícia pode solicitar prorrogação da detenção enquanto investiga outros envolvidos.

O técnico de TI João Nazareno Roque, 48 anos, foi preso após ser acusado de facilitar um ataque cibernético que causou um prejuízo de R$ 1 bilhão a instituições financeiras. A prisão ocorreu na última quinta-feira, 3 de outubro, em Pirituba, São Paulo. Roque confessou ter recebido R$ 15 mil para ceder credenciais da empresa C&M e executar comandos enviados por criminosos.

De acordo com a Polícia Civil, os códigos que Roque executou permitiram o acesso às contas de pelo menos oito instituições financeiras. O advogado de Roque, Jonas Reis, afirma que seu cliente também foi vítima do esquema e que ele pode ter sido manipulado por terceiros. A defesa argumenta que Roque não tinha plena consciência das consequências de suas ações.

Detalhes da Investigação

Roque relatou que foi abordado em março por um homem que se apresentou como interessado em “conhecer o sistema” dos bancos. Inicialmente, a proposta era de R$ 5 mil, mas o valor foi elevado para R$ 15 mil. O ex-funcionário da C&M, que tinha uma renda declarada de R$ 2.500, foi demitido assim que a empresa tomou conhecimento do caso.

A prisão temporária de Roque termina nesta segunda-feira, 7 de outubro, mas a polícia pode solicitar uma prorrogação de cinco dias. O delegado responsável, Renato Topan, informou que a investigação ainda busca identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

Colaboração com as Autoridades

Roque se apresentou como um profissional responsável, colaborando com as autoridades e permitindo o acesso a seus dispositivos eletrônicos. O advogado Reis destacou que seu cliente sempre exerceu suas funções com boa-fé e que não possui antecedentes criminais. A defesa espera que a prisão não seja renovada, enfatizando que Roque também foi uma vítima neste caso.

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