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Suspeito de facilitar acesso a hackers é preso em bar durante abordagem policial

João Roque confessou ter colaborado com hackers em ataque que desviou R$ 541 milhões do sistema financeiro brasileiro. Investigação prossegue.

Depoimento de suspeito preso por ataque hacker detalha esquema que desviou mais de R$ 540 milhões (Foto: Reprodução/Fantástico)
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  • João Nazareno Roque, programador júnior da C&M Softwares, foi preso por suspeita de facilitar um ataque hacker ao sistema financeiro brasileiro, resultando em um desvio de R$ 541 milhões.
  • Em depoimento, ele confessou ter fornecido credenciais de acesso a criminosos que o abordaram em um bar.
  • João recebeu R$ 5 mil em troca de seu login e senha, que permitiram a invasão do sistema da empresa.
  • Ele também seguiu instruções para instalar códigos maliciosos nos computadores da C&M e descartou celulares após os contatos com a quadrilha.
  • A defesa de João alega que ele foi manipulado e não tinha conhecimento da gravidade do crime. A polícia investiga outros possíveis envolvidos no ataque.

João Nazareno Roque, programador júnior da C&M Softwares, foi preso sob suspeita de facilitar um ataque hacker que desviou R$ 541 milhões do sistema financeiro brasileiro. O crime, considerado um dos maiores do país, ocorreu recentemente e envolveu a entrega de credenciais de acesso a criminosos.

Em depoimento, João confessou que foi abordado por indivíduos em um bar, que sabiam de seu trabalho na área de tecnologia. Ele afirmou ter recebido R$ 5 mil em troca de seu login e senha, que permitiram a invasão do sistema da empresa. O delegado Paulo Eduardo Barbosa confirmou que o acesso possibilitou o desvio de recursos de contas reserva da BMP, uma das instituições financeiras afetadas.

Detalhes do Esquema

A investigação revelou que João não apenas forneceu suas credenciais, mas também seguiu instruções dos golpistas para instalar códigos maliciosos nos computadores da C&M. Ele relatou que descartava os celulares após os contatos com a quadrilha, indicando uma tentativa de ocultar sua participação. A defesa de João argumenta que ele foi manipulado e não tinha conhecimento da gravidade do crime, descrevendo-o como um “fantoche” no esquema.

A C&M Softwares é responsável por integrar sistemas financeiros ao Banco Central, o que torna a segurança de seus dados ainda mais crítica. A polícia continua a investigar outros possíveis envolvidos no ataque, que ainda não foram identificados ou presos. A situação levanta preocupações sobre a segurança cibernética no Brasil e a vulnerabilidade de sistemas financeiros.

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