- A Xiaomi lançou seu segundo veículo elétrico, um SUV, em Pequim, recebendo mais de 289 mil pedidos em uma hora.
- A nova meta da empresa é entregar 350 mil unidades até 2025, superando a meta anterior de 300 mil.
- O fundador da Xiaomi, Lei Jun, destacou a integração com iPhones e provocou a Apple, que desistiu de seu projeto de carro elétrico.
- A Xiaomi se beneficia de subsídios estatais e infraestrutura de recarga na China, atraindo consumidores da geração Z.
- A empresa enfrenta desafios na produção de veículos, que é mais complexa do que a fabricação de eletrônicos, e busca tornar a divisão de veículos elétricos lucrativa até o segundo semestre de 2025.
Lei Jun, fundador e chairman da Xiaomi, anunciou o lançamento do segundo veículo elétrico da empresa, um SUV, em um evento realizado em Pequim. A Xiaomi recebeu mais de 289.000 pedidos em apenas uma hora, superando a demanda pelo primeiro modelo, um sedã lançado em março de 2024. A nova meta da empresa é entregar 350.000 unidades até 2025, um aumento em relação à meta anterior de 300.000.
Durante o evento, Jun fez uma referência à Apple, que abandonou seu projeto de carro elétrico após uma década de tentativas. Ele destacou que a Xiaomi está focada em atender os usuários da Apple, permitindo que proprietários de iPhones sincronizem seus dispositivos com os veículos da marca. Essa estratégia posiciona a Xiaomi como uma alternativa viável em um mercado onde a Apple falhou.
A Xiaomi se beneficia de um ecossistema favorável na China, com subsídios estatais e infraestrutura de recarga. A empresa se inspirou em designs da Tesla e da Porsche, mantendo a acessibilidade que atrai consumidores da geração Z. Yale Zhang, da consultoria Automotive Foresight, afirmou que a marca tem grande influência entre jovens que já utilizam produtos Xiaomi.
Apesar do sucesso inicial, a Xiaomi enfrenta desafios significativos. Fabricar veículos é mais complexo do que produzir eletrônicos, exigindo conhecimento em normas de segurança e logística. A meta de Jun é tornar a divisão de veículos elétricos lucrativa até o segundo semestre de 2025. No entanto, a produção atual é limitada em comparação com gigantes como BYD e Tesla, que venderam milhões de veículos no último ano.
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