- Um novo dispositivo foi desenvolvido, combinando grafeno e aprendizado de máquina.
- O aparelho detecta sabores em condições úmidas com 90% de precisão.
- A tecnologia pode ajudar a restaurar o paladar em pacientes com condições neurológicas, como Parkinson e esclerose múltipla.
- O estudo foi publicado na *Proceedings of the National Academy of Sciences* e utiliza camadas de grafeno oxidado.
- O dispositivo reconhece sabores como salgado, amargo, doce e azedo, identificando até sabores complexos, como café e refrigerante.
Um novo dispositivo que combina grafeno e aprendizado de máquina foi desenvolvido, prometendo detectar sabores em condições úmidas com 90% de precisão. Essa inovação pode ajudar a restaurar o paladar em pacientes com condições neurológicas, como Parkinson e esclerose múltipla.
O estudo, publicado na *Proceedings of the National Academy of Sciences*, destaca o uso de camadas de grafeno oxidado, um material derivado do grafeno, que possui propriedades semelhantes. O grafeno é conhecido por sua alta condutividade elétrica e sensibilidade a diferentes moléculas, tornando-se um sensor químico promissor.
Os pesquisadores treinaram o dispositivo para reconhecer sabores como salgado, amargo, doce e azedo. Utilizando amostras químicas, como cloreto de sódio e sulfato de magnésio, o sistema foi capaz de identificar sabores complexos, como café e refrigerante, mesmo em substâncias que não havia encontrado antes.
Andrea Lavazza, neuroeticista da Universidade Pegaso, ressalta que essa tecnologia representa um avanço significativo na busca por restaurar a percepção do gosto. Embora o dispositivo ainda necessite de aprimoramentos antes de ser utilizado clinicamente, a possibilidade de proporcionar experiências gustativas a indivíduos com perda de paladar é um objetivo promissor.
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