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Colossal Biosciences mira em ave gigante e sem voo para projeto de desextinção

Peter Jackson investe R$ 80 milhões para ressuscitar a moa, unindo ciência e cultura maori em projeto inovador.

Foto: Reprodução
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  • A Colossal Biosciences anunciou um projeto para ressuscitar a moa, uma ave gigante extinta da Nova Zelândia.
  • O investimento de R$ 80 milhões é de Peter Jackson, diretor de cinema conhecido por “O Senhor dos Anéis”.
  • O projeto conta com a colaboração do Centro de Pesquisa Ngāi Tahu, que representa a cultura maori.
  • A iniciativa utiliza engenharia genética para modificar aves como emus e tinamus, visando recriar características da moa.
  • Especialistas expressam ceticismo sobre a viabilidade da reintrodução da espécie extinta na natureza e levantam questões éticas sobre a priorização de projetos de desextinção.

A Colossal Biosciences, uma startup de biotecnologia, anunciou um projeto ambicioso para ressuscitar a moa, uma ave gigante extinta da Nova Zelândia. O investimento de R$ 80 milhões vem do diretor de cinema Peter Jackson, conhecido por sua obra em “O Senhor dos Anéis”. A iniciativa, divulgada em 8 de outubro, conta com a colaboração do Centro de Pesquisa Ngāi Tahu, que representa a cultura maori.

O projeto visa utilizar engenharia genética para modificar aves vivas, como emus e tinamus, a fim de recriar características da moa. A primeira etapa envolve a recuperação e análise de DNA antigo de nove espécies de moa, permitindo entender as diferenças genéticas entre elas e suas parentes vivas. Ben Lamm, CEO da Colossal, destacou que essa pesquisa pode contribuir para esforços de conservação e compreensão das mudanças climáticas.

Parceria e Metodologia

A colaboração com o Centro de Pesquisa Ngāi Tahu é fundamental para respeitar aspectos culturais e arqueológicos. A cientista-chefe da Colossal, Beth Shapiro, enfatizou que o objetivo não é clonar a ave, mas editar genes de espécies próximas. Embora o projeto tenha gerado entusiasmo, a comunidade científica expressa ceticismo sobre a viabilidade de reintroduzir uma espécie extinta na natureza.

O ecologista Stuart Pimm, da Universidade Duke, levantou preocupações sobre os riscos ecológicos e logísticos envolvidos. Além disso, há um debate ético sobre a priorização de projetos de desextinção em relação à conservação de espécies ameaçadas.

Impacto Cultural e Científico

Apesar das críticas, a iniciativa de Jackson tem revitalizado o interesse nas tradições maoris. O arqueólogo maori Kyle Davis ressaltou a importância cultural das moas, que foram fundamentais para a mitologia local antes de sua extinção, há cerca de 600 anos. A pesquisa arqueológica, incluindo arte rupestre, reforça essa conexão.

O projeto de ressuscitar a moa, embora pareça ficção científica, representa uma união entre ciência e cultura. Jackson está determinado a transformar essa visão em realidade, destacando a importância de preservar a história natural e cultural da Nova Zelândia.

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