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IA reproduz processos mentais humanos em testes psicológicos inovadores

Cientistas desenvolvem Centauro, um sistema de IA que simula comportamentos humanos e promete avançar a compreensão da mente humana.

IAs já são capazes de realizar trabalhos que antes eram exclusivamente humanos (Foto: Mojahid Mottakin/Adobe Stock)
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  • Cientistas desenvolveram o Centauro, um sistema de inteligência artificial que simula comportamentos humanos em experimentos psicológicos.
  • A pesquisa foi publicada na revista Nature e busca entender melhor a mente humana.
  • O Centauro foi treinado com dados de 160 experimentos psicológicos, envolvendo mais de 60 mil voluntários.
  • O sistema demonstrou habilidades de generalização e previsão, replicando decisões e reações humanas em jogos e questões de raciocínio lógico.
  • Os pesquisadores planejam expandir o banco de dados do Centauro em cinco vezes para aprimorar suas capacidades cognitivas.

Cientistas desenvolveram o Centauro, um sistema de inteligência artificial que simula comportamentos humanos em experimentos psicológicos. A pesquisa foi publicada na revista *Nature* e busca entender melhor a mente humana. O Centauro utiliza a tecnologia de grandes modelos de linguagem, como o LLaMA da Meta, para imitar decisões e reações humanas.

A equipe, liderada pelo cientista cognitivo Marcel Binz, treinou o Centauro com dados de 160 experimentos psicológicos, envolvendo mais de 60 mil voluntários. O sistema demonstrou habilidades de generalização e previsão, replicando estratégias de busca em jogos e respondendo a questões de raciocínio lógico de forma semelhante a humanos.

Os pesquisadores testaram o Centauro em diversas situações, como jogos de navegação e memorização de palavras. O sistema não apenas imitou as escolhas dos participantes, mas também transferiu estratégias de um jogo para outro, mostrando uma capacidade de adaptação notável. “Há bastante generalização acontecendo,” afirmou Binz.

Embora o desempenho do Centauro tenha impressionado especialistas, alguns cientistas levantaram questões sobre a falta de uma teoria cognitiva subjacente ao seu desenvolvimento. Olivia Guest, da Universidade Radboud, argumentou que a predição não é o foco principal na busca por entender a mente humana. Binz reconheceu que o Centauro ainda não oferece uma nova teoria, mas espera que ele possa servir como referência para futuras pesquisas.

Os cientistas planejam expandir o banco de dados do Centauro em cinco vezes, visando aprimorar ainda mais suas capacidades. A expectativa é que, com dados adicionais, o sistema possa realizar uma gama ainda maior de tarefas cognitivas, contribuindo para o entendimento da inteligência humana.

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