- O Plano de Ação de Inteligência Artificial dos Estados Unidos foi anunciado pelo presidente Donald Trump em 23 de outubro.
- O objetivo é acelerar a inovação em IA, priorizando a desregulamentação e favorecendo grandes empresas de tecnologia.
- O plano inclui a revisão das ações da Comissão Federal de Comércio (FTC), que havia intensificado a fiscalização sobre o setor.
- Também aborda os riscos de deepfakes e propõe novos padrões para sua detecção, embora não mencione preocupações sobre erros gerados por IA na justiça.
- A estratégia pode impactar o acesso do Brasil a tecnologias avançadas e levanta questões sobre manipulação de informações.
O Plano de Ação de Inteligência Artificial dos Estados Unidos, anunciado pelo presidente Donald Trump, visa acelerar a inovação em IA, priorizando a desregulamentação e favorecendo grandes empresas de tecnologia. O documento, divulgado em 23 de outubro, busca responder à crescente competição com a China e pode impactar o acesso do Brasil a tecnologias avançadas.
O plano é estruturado em três pilares: inovação em IA, infraestrutura americana e liderança em diplomacia e segurança. Entre as propostas, destaca-se a revisão das ações da Comissão Federal de Comércio (FTC), que, sob a administração Biden, havia intensificado a fiscalização sobre empresas de IA. O novo plano promete eliminar regulamentações consideradas “onerosa”, o que pode enfraquecer a supervisão sobre o setor.
Além disso, o governo Trump expressa otimismo em relação ao uso da IA na ciência, prevendo avanços em áreas como descoberta de novos materiais e medicamentos. O plano propõe financiamento para laboratórios que busquem desenvolver sistemas de IA mais transparentes, embora tenha cortado recursos da Fundação Nacional de Ciências, afetando pesquisadores humanos.
Questões sobre Deepfakes
O plano também aborda os riscos associados a deepfakes, reconhecendo a necessidade de novos padrões para detecção dessas tecnologias. A administração já havia assinado uma legislação para proteger indivíduos de deepfakes sexualmente explícitos. No entanto, especialistas alertam que o uso de IA por advogados pode gerar erros que comprometam a justiça, uma preocupação não abordada no documento.
A estratégia dos EUA, ao priorizar a desregulamentação e a rápida expansão da infraestrutura de IA, pode transformar a tecnologia em uma ferramenta de influência internacional. Essa abordagem levanta questões sobre a manipulação de informações e os riscos associados à censura, semelhante a práticas observadas na China. O plano reflete a relação próxima entre o governo Trump e as grandes empresas de tecnologia, que se beneficiam da falta de regulamentação.
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