- Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China criaram matrizes atômicas de até 2.024 átomos em 60 milissegundos.
- O avanço foi liderado pelo acadêmico Pan Jianwei e envolve o uso de inteligência artificial para garantir precisão.
- A equipe utilizou átomos neutros, que permitem melhor escalabilidade e conexões entre os átomos.
- A técnica emprega pinças ópticas para manipular os átomos, organizando-os para operações quânticas.
- Este feito supera limitações de sistemas tradicionais e estabelece uma base para computadores quânticos mais eficientes.
Nesta terça-feira, 12, a Universidade de Ciência e Tecnologia da China anunciou um avanço significativo na computação quântica. Pesquisadores, liderados pelo acadêmico Pan Jianwei, conseguiram criar matrizes atômicas de até 2.024 átomos em apenas 60 milissegundos. Este feito foi alcançado por meio do uso de inteligência artificial, que garantiu a precisão e a flexibilidade necessárias para a montagem dessas estruturas.
A equipe, composta também pelos professores Lu Chaoyang e Zhong Hansen, do Centro de Ciência Quântica de Xangai, utilizou um sistema de átomos neutros. Essa abordagem oferece maior precisão e escalabilidade, permitindo melhores conexões entre os átomos. A técnica envolve o uso de pinças ópticas para manipular os átomos, organizando-os de forma precisa para realizar operações quânticas.
Avanços na Tecnologia Quântica
A inovação é um marco importante, pois supera os desafios enfrentados por sistemas tradicionais, que têm limitações de velocidade e precisão à medida que o número de átomos aumenta. A nova técnica permite a reorganização simultânea de todos os átomos, ajustando a posição das pinças em tempo real. Isso possibilita a formação de matrizes sem falhas, tanto em duas quanto em três dimensões.
Com essa tecnologia, os pesquisadores estabeleceram uma base sólida para o desenvolvimento de computadores quânticos universais mais confiáveis e eficientes. O sistema alcançado é comparável em precisão às melhores instalações do mundo, incluindo a da Universidade de Harvard. Especialistas que revisaram o estudo destacam que essa descoberta pode atrair grande interesse da comunidade científica, especialmente no campo das matrizes atômicas.
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