- O Google divulgou dados sobre o impacto ambiental de seu chatbot Gemini em coletiva realizada em 21 de agosto de 2025.
- Cada comando do Gemini consome 0,24 watt-hora de energia, 0,26 mililitros de água e emite 0,03 gramas de CO2.
- Com 350 bilhões de usuários mensais, o uso do Gemini pode resultar em um gasto mensal de 2,7 milhões de litros de água, suficiente para atender as necessidades básicas de 13,6 mil pessoas diariamente.
- A empresa anunciou uma redução de mais de 30% no consumo de energia por comando e de 40% nas emissões de carbono.
- Especialistas criticam a metodologia do Google, apontando que os dados sobre consumo de água e energia são incompletos e não consideram o uso indireto de água para a geração de eletricidade.
O Google anunciou, em coletiva realizada nesta quinta-feira, 21, dados sobre o impacto ambiental de seu chatbot Gemini. A empresa revelou que cada comando gerado consome 0,24 watt-hora de energia, 0,26 mililitros de água e emite 0,03 gramas de CO2. Essas informações visam aumentar a transparência sobre os custos ambientais da inteligência artificial (IA).
O estudo, que durou um ano, foi elaborado para justificar o consumo de recursos naturais pela IA. O Google destacou que, com 350 bilhões de usuários mensais, o uso do Gemini pode resultar em um gasto mensal de 2,7 milhões de litros de água, suficiente para atender as necessidades básicas de mais de 13,6 mil pessoas diariamente. A empresa também anunciou que conseguiu reduzir o consumo de energia por comando em mais de 30% e as emissões de carbono em 40%.
Pressão por Transparência
A crescente pressão sobre empresas de tecnologia, como Google, Meta e OpenAI, para que sejam mais transparentes sobre o impacto ambiental de suas operações é um reflexo das preocupações globais com o consumo de energia e água. Um estudo do Washington Post, em parceria com a Universidade da Califórnia, revelou que a geração de um único e-mail por IA consome 0,14 kWh, o que equivale a manter 14 lâmpadas LED acesas por uma hora.
Além disso, a pesquisa aponta que, até 2028, os data centers poderão consumir 28% de toda a eletricidade produzida nos Estados Unidos, um aumento significativo devido à demanda crescente por IA. O Google, que ainda não possui os maiores números de consumo no mercado, fica atrás do ChatGPT, que consome 0,34 watt-hora por comando.
Críticas e Desafios
Apesar das informações divulgadas, especialistas criticam a metodologia do Google, alegando que os dados sobre consumo de água e energia são incompletos. A análise não considera o uso indireto de água para a geração de eletricidade que alimenta os modelos de IA. Além disso, a comparação com estudos anteriores é considerada inadequada, pois não reflete a totalidade do impacto ambiental.
A transparência no setor é fundamental, e especialistas pedem que as empresas revelem mais dados sobre o consumo real de energia e recursos. O desafio de equilibrar a inovação em IA com a sustentabilidade ambiental continua a ser uma preocupação crescente entre investidores e a sociedade civil.
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