- O neurocientista Miguel Nicolelis expressou preocupações sobre o uso excessivo de tecnologia e inteligência artificial (IA) em entrevista ao podcast da ONU News.
- Ele alerta que essa dependência pode levar a um regresso nas habilidades cognitivas humanas, criando “zumbis digitais”.
- Nicolelis destaca que a adaptação do cérebro ao ambiente digital pode resultar em uma redução da capacidade intelectual.
- O pesquisador critica a aplicação do termo “inteligência” aos sistemas tecnológicos, afirmando que a IA depende da intervenção humana.
- Ele também mencionou a proliferação de informações falsas na ciência, ressaltando que ferramentas de IA podem gerar resultados imprecisos se treinadas com dados não confiáveis.
O neurocientista Miguel Nicolelis, com 39 anos de experiência e mais de 30 prêmios internacionais, expressou preocupações sobre o uso excessivo de tecnologia e inteligência artificial (IA) em recente entrevista ao podcast da ONU News. Ele alerta que essa dependência pode levar a um regresso nas habilidades cognitivas humanas, criando o que ele chama de “zumbis digitais”.
Nicolelis enfatiza que o cérebro humano é adaptável, mas essa adaptação ao ambiente digital pode resultar em uma redução da capacidade intelectual. Ele afirma que, se a sociedade continuar a viver sob a lógica digital, as habilidades cognitivas poderão ser comprometidas. “Estamos caminhando rapidamente para criar milhões de zumbis digitais”, destaca o neurocientista.
Além disso, o pesquisador critica a aplicação do termo “inteligência” aos sistemas tecnológicos, argumentando que a IA não é fruto de um processo de seleção natural. Para ele, esses sistemas dependem da intervenção humana para funcionar. Durante a entrevista, Nicolelis também abordou a propagação de informações falsas na ciência, alertando que ferramentas de IA, ao serem treinadas com dados não confiáveis, podem gerar resultados imprecisos.
Ele observa que a pressão para publicar descobertas científicas tem levado a uma explosão de artigos falsos, dificultando o trabalho de revisores que tentam discernir o que é real. “Estamos vendo uma indústria de publicação de resultados científicos falsos”, conclui Nicolelis, ressaltando a necessidade de cautela na interpretação de dados científicos na era digital.
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