- As negociações para um tratado internacional sobre poluição plástica, promovidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), falharam na última sexta-feira.
- Países produtores de petróleo, como Arábia Saudita e Kuwait, se opuseram a limites na produção de plástico.
- Desde mil novecentos e cinquenta, a produção de plástico aumentou em média nove por cento ao ano, alcançando quatrocentos e sessenta milhões de toneladas em dois mil e dezenove.
- Estima-se que cinquenta e duas milhões de toneladas de plástico sejam descartadas ou queimadas anualmente, contribuindo para a poluição e as mudanças climáticas.
- Apesar do impasse, oficiais afirmam que as discussões sobre o tratado continuarão, reconhecendo a urgência de novas abordagens para a produção de plástico.
As negociações para um tratado internacional sobre poluição plástica, promovidas pela ONU, falharam na última sexta-feira. Representantes de países produtores de petróleo, como Arábia Saudita e Kuwait, se opuseram a limites na produção de plástico, dificultando o avanço das discussões.
Desde 1950, a produção de plástico aumentou em média 9% ao ano, atingindo 460 milhões de toneladas em 2019. Estima-se que 52 milhões de toneladas de plástico sejam descartadas ou queimadas anualmente, contribuindo significativamente para a poluição ambiental e as mudanças climáticas. A produção de plásticos é responsável por cerca de 5% das emissões globais de dióxido de carbono, com projeções indicando que essas emissões podem dobrar até 2060.
Os debates na Assembleia da ONU incluíram a proposta de abordar a “vida útil completa” do plástico, buscando não apenas soluções para o seu descarte, mas também limites à sua produção. No entanto, a resistência de nações dependentes de petróleo, que veem a produção de plástico como vital para suas economias, impediu o progresso. Os Estados Unidos também influenciaram negativamente as negociações, sugerindo a remoção de artigos que abordavam a totalidade do ciclo de vida do plástico.
Apesar do impasse, oficiais afirmam que as discussões sobre o tratado não estão encerradas. Há um compromisso em retomar as conversas, reconhecendo que menos de 10% do plástico produzido globalmente é reciclado. A necessidade de novas abordagens para a produção de plástico, que não dependam de combustíveis fósseis, é cada vez mais urgente para mitigar os impactos climáticos associados a esse material.
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