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Aumento de crimes digitais demanda resposta urgente de autoridades e usuários

Mais de 56 milhões de brasileiros perderam R$ 111,9 bilhões em fraudes digitais, revelando a urgência de educação digital no país

Crimes digitais têm se multiplicado, dando prejuízos aos cidadãos (Foto: Freepik)
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  • Uma pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que um terço da população brasileira com mais de 16 anos, ou seja, 56,4 milhões de pessoas, foi vítima de fraudes digitais nos últimos doze meses.
  • O total de prejuízos financeiros causados por essas fraudes chega a R$ 111,9 bilhões.
  • Os golpes mais frequentes incluem fraudes no Pix, pagamentos de boletos falsos e uso indevido de cartões de crédito.
  • O vazamento de dados pessoais afetou 53,1 milhões de brasileiros, resultando em perdas de R$ 54,5 bilhões.
  • A alta penetração de smartphones no Brasil, com 258 milhões de aparelhos, facilita a ação de criminosos, especialmente entre aqueles que tiveram seus celulares roubados ou furtados.

Um terço da população brasileira com mais de 16 anos, equivalente a 56,4 milhões de pessoas, foi vítima de fraudes digitais nos últimos 12 meses, conforme pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O total de prejuízos financeiros chega a R$ 111,9 bilhões, evidenciando a urgência de uma educação digital mais eficaz.

Os golpes mais comuns incluem fraudes no Pix, pagamentos de boletos falsos e o uso indevido de cartões de crédito. Além disso, o vazamento de dados pessoais afetou 53,1 milhões de brasileiros, resultando em perdas de R$ 54,5 bilhões. A pesquisa aponta que 61,3 milhões de pessoas foram vítimas de crimes virtuais, um número quase duas vezes maior que os 36,8 milhões de vítimas de roubos físicos.

Acesso e Vulnerabilidade

No Brasil, há 258 milhões de smartphones, o que representa 1,2 aparelho por habitante. Essa alta penetração de dispositivos móveis facilita a ação de criminosos. Entre julho de 2024 e junho de 2025, quem teve o celular roubado ou furtado tem 3,7 vezes mais chances de sofrer um golpe virtual. O crime organizado, que tradicionalmente se financia com o tráfico de drogas, agora também se dedica a fraudes digitais, utilizando centrais telefônicas que imitam o atendimento bancário.

Tecnologia e Prevenção

Com o avanço da inteligência artificial, as fraudes se tornaram mais sofisticadas. Para combater essa tendência, plataformas financeiras e de e-commerce estão adotando IA para identificar comportamentos suspeitos. No Reino Unido, instituições financeiras como o Barclays compartilham automaticamente informações sobre transações anômalas, antecipando-se aos golpistas. Antivírus atualizados emitem alertas sobre sites que tentam roubar dados pessoais.

A educação digital é fundamental para reduzir o número de vítimas. Quanto mais informada a população estiver, menor será a exposição a fraudes. A inclusão de educação digital nos currículos escolares e a colaboração entre operadoras de celular e empresas de tecnologia são essenciais para promover comportamentos mais seguros e proteger os usuários contra as armadilhas do mundo digital.

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