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Astrônomos registram a explosão de rádio mais brilhante já observada na história

Astrônomos revelam o FRB RBFLOAT, o mais brilhante já registrado, e investigam sua origem após ausência de novos sinais na galáxia NGC 4141

Foto: Reprodução
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  • Astrônomos detectaram o fast radio burst (FRB) mais brilhante já registrado, chamado RBFLOAT, em março de 2025.
  • O fenômeno foi captado por um radiotelescópio no Canadá e se originou da galáxia NGC 4141, localizada a cerca de 130 milhões de anos-luz da Terra.
  • O RBFLOAT liberou uma quantidade de energia superior ao brilho do Sol em vários dias, em frações de segundo.
  • Observações adicionais com o Telescópio Espacial James Webb revelaram uma fonte de luz infravermelha na mesma área, possivelmente uma estrela gigante ou um sistema envolvendo uma estrela comum e um objeto extremo.
  • Após centenas de horas de observação, não foram detectados novos clarões na região, desafiando a ideia de que todos os FRBs se repetem.

Astrônomos detectaram o fast radio burst (FRB) mais brilhante já registrado, denominado RBFLOAT, em março de 2025. O fenômeno foi captado por um radiotelescópio no Canadá e se originou da galáxia NGC 4141, localizada a cerca de 130 milhões de anos-luz da Terra.

Os FRBs são explosões de rádio extremamente energéticas que, em frações de segundo, liberam uma quantidade de energia superior ao brilho do Sol em vários dias. Desde sua descoberta em 2007, a origem desses sinais cósmicos permanece um mistério. O RBFLOAT foi rastreado com precisão graças ao novo sistema de antenas CHIME Outriggers, que permite uma localização minuciosa do evento.

Detalhes da Descoberta

A detecção do RBFLOAT é significativa, pois representa uma das observações mais próximas e brilhantes de FRBs até hoje. O telescópio CHIME, que já havia detectado cerca de 4.000 FRBs, recebeu um upgrade que melhorou sua capacidade de localização. A nova configuração possibilitou que os cientistas identificassem não apenas a galáxia, mas também a região específica de onde o sinal se originou.

Após a detecção, observações adicionais com o Telescópio Espacial James Webb revelaram uma fonte de luz infravermelha enigmática na mesma área. Essa fonte pode ser uma estrela gigante ou um sistema envolvendo uma estrela comum e um objeto extremo, como uma estrela de nêutrons.

Ausência de Repetição

Um aspecto intrigante é que, após centenas de horas de observação, nenhum novo clarão foi detectado na região do RBFLOAT. Essa ausência de repetição desafia a ideia de que todos os FRBs se repetem, sugerindo que pode haver diferentes tipos de fenômenos por trás desses sinais.

Os cientistas estão investigando se os FRBs repetidores e não repetidores têm origens distintas. A nova descoberta pode ajudar a esclarecer essa questão, permitindo um estudo mais aprofundado sobre a diversidade de ambientes de onde esses sinais emergem.

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