Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Astrônomos do futuro se especializam em rastrear trilhas de satélites no céu

Cientistas do Vera Rubin Observatory desenvolvem novas técnicas para mitigar a poluição luminosa causada por satélites em suas observações.

Um satélite no céu sendo removido com ferramentas de edição de fotos digitais por uma pessoa em seu laptop (Foto: ALEXANDER WELLS)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Vera Rubin Observatory, com investimento de 800 milhões de dólares, iniciou sua missão de mapear o universo em detalhes no Chile.
  • O telescópio pode capturar bilhões de objetos celestes, mas enfrenta poluição luminosa causada por satélites, especialmente da Starlink.
  • Até 40% das imagens obtidas nos primeiros dez anos podem ser comprometidas por rastros de luz refletida.
  • A cientista de pesquisa Meredith Rawls lidera esforços para mitigar os impactos, desenvolvendo algoritmos para identificar alterações nas imagens.
  • O número de satélites em órbita aumentou de cerca de mil para mais de 12 mil, com aproximadamente 8 mil pertencentes à Starlink, o que pode agravar a poluição luminosa.

O Vera Rubin Observatory, com um investimento de 800 milhões de dólares, iniciou sua missão de uma década para mapear o universo em detalhes sem precedentes. Este telescópio, localizado no Chile, tem a capacidade de capturar bilhões de objetos celestes, mas enfrenta um novo desafio: a crescente poluição luminosa causada por satélites, especialmente da Starlink, da SpaceX.

Nos primeiros dez anos de operação, até 40% das imagens obtidas pelo observatório poderão ser comprometidas por rastros de luz refletida pelos satélites. Meredith Rawls, cientista de pesquisa do projeto Vera Rubin’s Legacy Survey of Space and Time, lidera esforços para mitigar os impactos dessa “praga” satelital. Os satélites, que são milhões de vezes mais brilhantes que as estrelas e galáxias que o observatório pretende estudar, podem confundir os astrônomos, levando a erros na interpretação de fenômenos astronômicos.

Desafios e Estratégias

Desde o início da implantação da constelação Starlink em 2019, a comunidade astronômica começou a alertar sobre os riscos. Rawls e sua equipe foram pioneiros na avaliação científica do impacto dos rastros de satélites, utilizando imagens do telescópio Víctor M. Blanco. Embora os rastros não sejam extremamente brilhantes, eles ainda podem afetar observações científicas significativas.

Para enfrentar esse desafio, uma nova subdisciplina de processamento de imagens astronômicas surgiu, focando em técnicas para remover a poluição luminosa dos dados. Rawls desenvolveu algoritmos que comparam imagens do mesmo ponto no céu para identificar alterações inesperadas, determinando se são causadas por satélites ou fenômenos naturais, como asteroides.

Crescimento da Poluição Luminosa

O número de satélites em órbita aumentou de cerca de mil há 15 anos para mais de 12 mil atualmente, com aproximadamente 8 mil pertencentes à Starlink. Outras iniciativas, como a da AST SpaceMobile, que planeja lançar constelações de antenas para fornecer conectividade 5G, podem agravar ainda mais a poluição luminosa. Os primeiros satélites dessa nova constelação já estão em órbita e exigem ajustes na programação de observação do Vera Rubin.

Apesar dos desafios, Rawls considera que, até o momento, os efeitos dos satélites são incômodos, mas não comprometem a ciência. Ela permanece otimista em relação à capacidade de sua equipe de desenvolver soluções eficazes para preservar a integridade das observações astronômicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais