- A startup Interlune está desenvolvendo robôs autônomos para minerar hélio-3 na Lua.
- A missão piloto está prevista para 2029 e a empresa já firmou contratos com o Departamento de Energia dos EUA.
- O hélio-3, valioso para energia de fusão, pode ser vendido por cerca de US$ 19 milhões por quilo em 2024.
- A Interlune planeja usar escavadeiras autônomas para processar o regolito lunar, extraindo o isótopo por meio de destilação a temperaturas ultrabaixas.
- A empresa já recebeu US$ 18 milhões em financiamento e busca garantir a viabilidade econômica da mineração antes do início das operações.
A startup americana Interlune está inovando ao desenvolver robôs autônomos para a mineração de hélio-3 na Lua, um isótopo raro com grande potencial para aplicações em energia de fusão e computação quântica. A missão piloto está programada para 2029 e a empresa já firmou contratos com o Departamento de Energia dos EUA para fornecer o isótopo.
O hélio-3, que pode ser vendido por cerca de US$ 19 milhões por quilo em 2024, é depositado na superfície lunar pelos ventos solares e é escasso na Terra. A Interlune planeja usar escavadeiras autônomas para processar milhões de toneladas de regolito lunar, extraindo o hélio-3 por meio de destilação a temperaturas ultrabaixas. A concentração do isótopo no regolito é inferior a 1%, o que exige equipamentos de alta precisão para operar em condições extremas, como temperaturas que variam de 121ºC durante o dia a -245ºC à noite.
Tecnologia e Parcerias
O protótipo da colheitadeira, desenvolvido em colaboração com a fabricante Vermeer, possui uma broca giratória para movimentar o regolito e um design que permite operação autônoma e manutenção robótica. A Interlune já recebeu US$ 18 milhões em financiamento inicial, liderado pela Seven Seven Six, e está comercializando simuladores de regolito lunar e equipamentos de destilação para gerar receita antes do início das operações na Lua.
Para garantir a viabilidade econômica da mineração, a localização das áreas a serem exploradas será confirmada por câmeras espectrais e missões de prospecção entre 2025 e 2027. Além do hélio-3, a empresa também planeja extrair metais industriais e elementos de terras raras, ampliando assim seu portfólio de recursos valiosos.
Desafios Logísticos
O sucesso da operação lunar depende do transporte de equipamentos pesados, que será realizado por foguetes como os da SpaceX, capazes de enviar grandes volumes em poucas remessas. Alternativas, como os módulos da Blue Origin, apresentam custos mais elevados. A Interlune se posiciona como uma das pioneiras na exploração lunar, buscando transformar a mineração de hélio-3 em uma realidade econômica.
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