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Apenas 7,9% das empresas brasileiras utilizam IA de forma integrada, revela estudo

Estudo revela que apenas 7,9% das empresas brasileiras adotaram inteligência artificial generativa, evidenciando desafios na implementação e ética

Relatório sobre o uso de GenAI no Brasil, baseado em entrevistas com 350 executivos de empresas do país (Foto: Reprodução)
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  • Um estudo do TEC Institute, em parceria com a MIT Technology Review Brasil, revela que apenas 7,9% das empresas brasileiras integraram totalmente a inteligência artificial generativa.
  • Mais da metade das empresas, 52,6%, ainda está em fase inicial de desenvolvimento de uma estratégia para a tecnologia.
  • Aproximadamente 75% das empresas não têm um profissional dedicado à inteligência artificial, e mais de 27% não definiram um responsável pela implementação.
  • O estudo aponta que 46,1% das empresas não possuem normas éticas claras para o uso da inteligência artificial generativa, aumentando riscos reputacionais e regulatórios.
  • Os dados serão discutidos no EmTech Brasil 2025, que ocorrerá nos dias 29 e 30 de setembro em São Paulo, reunindo líderes empresariais e formuladores de políticas.

A adoção da inteligência artificial generativa no Brasil enfrenta desafios significativos, conforme aponta um estudo recente. Apenas 7,9% das empresas brasileiras conseguiram integrar completamente essa tecnologia em seus processos. O relatório, intitulado *O Mapa da GenAI no Brasil*, foi elaborado pelo TEC Institute em colaboração com a MIT Technology Review Brasil e entrevistou 350 executivos.

Mais da metade das empresas, 52,6%, ainda está em fase inicial de desenvolvimento de uma estratégia formal para a IA. Além disso, cerca de 75% não contam com um profissional dedicado ao tema, e mais de 27% não definiram um responsável pela implementação. Essa falta de estrutura pode comprometer a competitividade das empresas no cenário global.

Questões Éticas e Riscos

O estudo também revela preocupações em relação à ética no uso da IA. Aproximadamente 46,1% das empresas não possuem normas claras para a utilização da inteligência artificial generativa, o que as torna vulneráveis a riscos reputacionais e regulatórios. Apenas 38,5% têm diretrizes próprias, enquanto 15,4% utilizam frameworks externos.

André Miceli, CEO e editor-chefe da MIT Technology Review Brasil, destaca que o Brasil corre o risco de se tornar dependente de soluções estrangeiras na era da IA. Ele afirma que a vantagem competitiva será alcançada por aqueles que conseguirem estruturar a governança e integrar a IA de forma consistente nos processos.

Evento Global em São Paulo

Esses dados serão discutidos no EmTech Brasil 2025, um evento global sobre tecnologias emergentes, que ocorrerá nos dias 29 e 30 de setembro no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo. Esta é a primeira vez que o Brasil sedia a conferência criada no MIT, reunindo líderes empresariais e formuladores de políticas para debater como a IA pode impulsionar a produtividade e a inovação no país, evitando a dependência tecnológica.

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