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Empresas devem reinventar processos com IA para garantir sua sobrevivência

Tom Gruber defende que a inteligência artificial deve aprimorar o trabalho humano e sugere inovação por meio de testes constantes nas empresas

Uso eficaz de IA requer que empresas evitem atividades desnecessárias, como reuniões em excesso (Foto: Reprodução)
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  • Tom Gruber, cofundador da Siri, defendeu uma abordagem humanista para a inteligência artificial (IA) durante o Startup Summit em Florianópolis.
  • Ele acredita que a IA deve aprimorar o trabalho humano, não substituí-lo, e que as empresas precisam repensar seus processos internos.
  • Gruber citou a empresa DXM, que aumentou sua produção de imagens em mil vezes ao substituir o Photoshop por IA generativa, permitindo mais foco em criatividade.
  • Ele alertou que setores como call centers e transporte são vulneráveis à automação e que as empresas devem priorizar a eficácia das pessoas.
  • Gruber recomendou uma mentalidade de experimentação constante, evitando grandes projetos que podem levar à estagnação.

Tom Gruber, cofundador da Siri, destacou a importância de uma abordagem humanista na aplicação da inteligência artificial (IA) durante sua participação no Startup Summit, em Florianópolis. Ele acredita que a IA pode transformar as empresas, mas não da maneira simplista que muitos imaginam. Para Gruber, a ideia de que um único empreendedor, com o auxílio da IA, possa criar uma empresa de bilhões de dólares é uma “fantasia” do Vale do Silício.

Gruber, que também fundou a startup Humanist.AI, defende que a tecnologia deve ser usada para aprimorar o trabalho humano, não para substituí-lo. Ele enfatiza que as empresas precisam repensar seus processos internos, eliminando tarefas desnecessárias e reuniões excessivas. “As empresas estão cheias de pessoas que não fazem muita coisa”, afirmou, sugerindo que a IA pode liberar os humanos para se concentrarem em atividades mais criativas e estratégicas.

Redefinindo Processos

Um exemplo prático é a empresa DXM, que abandonou o Photoshop em favor da IA generativa, aumentando sua produção de imagens em mil vezes. Gruber acredita que essa mudança permite que as equipes dediquem mais tempo à criatividade, em vez de se perderem em tarefas repetitivas. Ele ressalta que redesenhar processos é crucial para a sobrevivência das empresas na era da IA.

Além disso, Gruber alerta que setores como call centers e transporte estão entre os mais vulneráveis à automação. Ele prevê que muitas dessas funções podem desaparecer em breve. Para ele, as empresas devem focar em como a IA pode tornar as pessoas mais eficazes, em vez de se preocupar apenas com custos.

Inovação e Experimentação

O momento atual é propício para a inovação, com modelos de IA acessíveis por APIs, permitindo que empresas realizem experimentos de baixo custo. Gruber recomenda que as organizações adotem uma mentalidade de testes constantes, descartando o que não funciona e investindo em novas ideias. “Desenvolver grandes projetos pode levar a estagnação”, concluiu.

A visão de Gruber sobre a IA destaca a necessidade de um equilíbrio entre tecnologia e humanidade, enfatizando que a transformação digital deve ser feita com um foco claro nas pessoas e em suas capacidades.

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