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Desvendando os mistérios da carga energética da inteligência artificial

OpenAI e Google revelam dados sobre consumo de energia da IA, mas informações ainda são limitadas e não abrangem todas as aplicações da tecnologia

Oleoduto em distrito industrial com fábricas ao fundo durante o crepúsculo (Foto: Reprodução)
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  • OpenAI e Google divulgaram dados sobre o consumo de energia de seus modelos de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini.
  • A consulta média ao ChatGPT consome 0,34 watt-horas, enquanto uma consulta ao Gemini utiliza cerca de 0,24 watt-horas.
  • Especialistas afirmam que as informações são limitadas e não refletem o uso total da tecnologia, levantando preocupações sobre a sustentabilidade da IA.
  • A Microsoft reportou um aumento de 23% nas emissões desde 2020, enquanto busca ser carbono negativo até 2030.
  • A viabilidade dos investimentos em data centers específicos para IA é questionada, especialmente com sinais de desaceleração na demanda.

Recentemente, OpenAI e Google revelaram dados sobre o consumo de energia de seus modelos de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini. Embora essas informações sejam um avanço, ainda são limitadas e não refletem o uso total da tecnologia, levantando preocupações sobre a sustentabilidade da IA.

Pesquisas anteriores apontavam que o consumo de energia dos modelos de IA era um mistério. Estimativas sugeriam que, em três anos, a IA poderia consumir 22% da eletricidade usada por todos os lares nos Estados Unidos. A falta de dados precisos dificultava a análise do impacto ambiental da tecnologia. Em junho, Sam Altman, da OpenAI, afirmou que uma consulta média ao ChatGPT consome 0,34 watt-horas, enquanto em agosto, o Google divulgou que uma consulta ao Gemini utiliza cerca de 0,24 watt-horas.

Dados Limitados

Apesar das novas informações, especialistas alertam que os números apresentados são vagos. O dado da OpenAI, por exemplo, foi compartilhado em um blog e não em um estudo técnico, deixando muitas perguntas sem resposta. Além disso, as medições referem-se apenas a interações com chatbots, sem considerar outras aplicações da IA, como geração de imagens e vídeos.

A análise do impacto total da IA no consumo de energia requer dados mais abrangentes. Sasha Luccioni, da Hugging Face, destaca que a crescente utilização de diferentes modalidades de IA demanda informações específicas para entender o impacto real no clima.

Desafios e Futuro

As empresas de tecnologia enfrentam um dilema: como equilibrar o crescimento da demanda por energia com suas metas de sustentabilidade. A Microsoft relatou um aumento de 23% nas emissões desde 2020, enquanto busca ser carbono negativo até 2030. Apesar das promessas de que a IA poderia gerar eficiências, não há evidências concretas de que isso esteja acontecendo.

O futuro da adoção da IA também é incerto. Embora a OpenAI afirme que o ChatGPT recebe 2,5 bilhões de solicitações diariamente, sinais de desaceleração surgem, como o lançamento considerado um fracasso do GPT-5. A viabilidade dos investimentos em data centers específicos para IA é questionada, especialmente se a demanda não corresponder às expectativas das empresas.

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