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Operadoras de telecomunicações adotam cautela na transição para o 5.5G

Operadoras Vivo, Claro e TIM testam o 5.5G com cautela, priorizando a rentabilização do 5G antes de uma expansão significativa.

O 5.5G proporciona uma velocidade média três vezes superior à do 5G (Foto: Reprodução)
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  • As operadoras Vivo, Claro e TIM estão sendo cautelosas na implementação do 5.5G após investirem bilhões na expansão do 5G desde 2020.
  • O 5G cobre 73% da população brasileira e possui 50 milhões de clientes, mas as operadoras ainda buscam rentabilizar esse investimento.
  • A Vivo ativou o 5.5G em agosto, limitado à região central de Brasília e ao Barra Shopping. A Claro fez o mesmo em locais específicos em São Paulo e Brasília. A TIM não divulgou planos de expansão.
  • O presidente da Claro, Rodrigo Marques, afirmou que a massificação do 5.5G não é viável no momento devido ao alto custo dos equipamentos e à baixa adesão de dispositivos compatíveis.
  • O 5.5G promete velocidades de até 1,5 Gbps e é visto como uma oportunidade para gerar receitas adicionais, mas as operadoras aguardam um cenário mais favorável para sua expansão.

As operadoras de telecomunicações Vivo, Claro e TIM estão adotando uma postura cautelosa em relação à implementação do 5.5G, após investirem bilhões na expansão do 5G desde 2020. Atualmente, essa tecnologia cobre 73% da população brasileira, com 50 milhões de clientes. No entanto, as empresas ainda buscam rentabilizar esse investimento antes de avançar para a nova geração.

Desde que o 5.5G foi habilitado por fornecedores como Ericsson, Huawei e Nokia, as operadoras têm realizado apenas testes limitados. A Vivo lançou o 5.5G em agosto, mas apenas na região central de Brasília e nas proximidades do Barra Shopping, enquanto a Claro anunciou sua ativação em estádios e locais específicos em São Paulo e Brasília. A TIM, por sua vez, mantém sua estratégia em sigilo e não planeja uma expansão rápida.

O presidente da Claro, Rodrigo Marques, destacou que “ainda temos que rentabilizar o 5G”, enfatizando que a massificação do 5.5G não é viável no momento. O alto custo dos equipamentos e a baixa adesão de dispositivos compatíveis são desafios significativos. Atualmente, poucos modelos de celulares suportam essa tecnologia, com preços geralmente acima de R$ 2,5 mil.

Desafios e Oportunidades

O 5.5G, também conhecido como 5G Advanced, promete velocidades de até 1,5 Gbps, três vezes mais que o 5G, além de menor latência e maior capacidade de conexão. Isso pode beneficiar eventos com grande concentração de pessoas, como shows e jogos. As operadoras estão avaliando a demanda para justificar a oferta do 5.5G, buscando moldar uma proposta de valor que traga retorno.

Carlos Roseiro, diretor de marketing da Huawei Brasil, afirmou que o 5G Advanced é uma evolução natural das redes e uma oportunidade para as operadoras gerarem receitas adicionais. A combinação de espectros de diferentes frequências permitirá a criação de redes específicas para aplicações que exigem alto tráfego de dados, como inteligência artificial e internet das coisas.

Enquanto isso, as operadoras continuam focadas em aprimorar a cobertura e a qualidade do serviço 5G, aguardando um cenário mais favorável para a expansão do 5.5G.

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