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A ascensão da inteligência artificial intensifica a teoria da “internet morta”

Sam Altman alerta sobre o aumento de contas geridas por IA na internet, que dificulta a distinção entre conteúdo verdadeiro e manipulado

Sam Altman, diretor executivo da OpenAI, participa de reunião do Grupo de Trabalho da Casa Branca sobre Educação em Inteligência Artificial na Sala Este da Casa Branca (Foto: Reprodução)
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  • Sam Altman, CEO da OpenAI, expressou preocupações sobre a teoria da “internet morta”, onde contas geridas por inteligência artificial (IA) se proliferam na internet.
  • Ele destacou que muitas contas na plataforma X (antigo Twitter) são operadas por modelos de linguagem, dificultando a distinção entre conteúdo autêntico e manipulado.
  • Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul e da Universidade de Melbourne alertam que quase metade do tráfego na internet é gerado por bots, o que pode influenciar a opinião pública.
  • Um estudo da Universidade de Vermont e do Instituto Santa Fe compara a propagação de informações, verdadeiras ou falsas, a incêndios florestais, onde a intensidade depende das condições do ambiente.
  • Especialistas ressaltam a necessidade de responsabilidade na criação de conteúdo e defendem a transparência e a ética no design e na regulação da IA.

Sam Altman, CEO da OpenAI, manifestou preocupações sobre a crescente presença de contas geridas por inteligência artificial (IA) na internet, referindo-se à teoria da “internet morta”. Essa teoria sugere que o conteúdo gerado por IA pode superar o produzido por humanos, aumentando os riscos de desinformação e manipulação.

Altman observou que, atualmente, muitas contas na plataforma X (antigo Twitter) são operadas por modelos de linguagem, dificultando a distinção entre o que é autêntico e o que é manipulado. “Nunca me tomei tão a sério a teoria da internet morta, mas parece que agora há muitas contas de Twitter administradas por LLM,” disse ele, destacando a preocupação com a legitimidade dessas contas.

Aumento da Desinformação

Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul e da Universidade de Melbourne alertam que a proliferação de contas automatizadas pode influenciar a opinião pública. Estudos indicam que quase metade do tráfego na internet é gerado por bots, o que levanta questões sobre a autenticidade das informações consumidas pelos usuários.

Um estudo recente da Universidade de Vermont e do Instituto Santa Fe revela que a propagação de informações, sejam elas verdadeiras ou falsas, evolui em tempo real, tornando-se mais forte à medida que se espalha. Esse fenômeno é comparado a incêndios florestais, onde a intensidade da propagação depende das condições do ambiente.

A Necessidade de Responsabilidade

A crescente influência da IA na criação de conteúdo exige uma maior conscientização dos usuários sobre os riscos associados. Pesquisadores destacam que a manipulação de informações pode ser exacerbada por ferramentas de IA que conhecem os comportamentos dos usuários e podem direcionar conteúdos de forma eficaz.

Aaron Harris, CTO da Sage, enfatiza que a solução para os desafios impostos pela IA não é simplesmente regulamentar, mas sim desenvolver uma relação equilibrada entre usuários, desenvolvedores e a sociedade. “A transparência e a responsabilidade devem guiar o design e a regulação da IA,” afirma Harris, ressaltando a importância de um internet mais ético e confiável.

A discussão sobre a ética da IA continua a ser um tema central, com especialistas propondo diretrizes para evitar a manipulação e garantir que a tecnologia beneficie a sociedade. A responsabilidade na criação e disseminação de conteúdo se torna, assim, um imperativo para o futuro da internet.

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