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Aneel alerta sobre risco de perda de controle da rede elétrica pelo ONS

Reunião emergencial discutirá medidas para controlar os impactos da Micro e Minigeração Distribuída na rede elétrica nacional.

Diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, alerta sobre os riscos do sistema elétrico com o aumento da energia solar (Foto: Reprodução)
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  • O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, alertou sobre o crescimento acelerado da geração distribuída (GD) no Brasil.
  • Ele afirmou que esse crescimento pode comprometer o controle do Sistema Interligado Nacional (SNI).
  • A GD já representa 37% da carga do SNI em determinados períodos, como no último Dia dos Pais.
  • Uma reunião emergencial está marcada para a próxima sexta-feira, onde representantes das distribuidoras discutirão ações para mitigar os impactos da Micro e Minigeração Distribuída (MMGD).
  • Feitosa destacou que, se a GD continuar a crescer nesse ritmo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) poderá não ter controle suficiente sobre a rede elétrica.

BRASÍLIA — O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, alertou sobre o crescimento acelerado da geração distribuída (GD) no Brasil, que pode comprometer o controle do Sistema Interligado Nacional (SNI). Em coletiva na terça-feira, 16, Feitosa destacou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está “perdendo o controle da rede” devido à falta de mecanismos de supervisão.

A GD, que permite a produção de energia elétrica próxima ao consumo, já representa 37% da carga do SNI em determinados períodos, como no último Dia dos Pais. Feitosa enfatizou que o problema não reside na GD em si, mas na sua expansão descontrolada. Ele explicou que a geração solar, predominante na GD, não oferece a flexibilidade necessária para atender às variações de demanda, o que é essencial para o controle de frequência e tensão.

Reunião Emergencial

Uma reunião emergencial está agendada para a próxima sexta-feira, onde representantes das distribuidoras discutirão ações para mitigar os impactos da Micro e Minigeração Distribuída (MMGD). O objetivo é encontrar medidas paliativas, uma vez que mudanças estruturais exigem ações legislativas. Feitosa mencionou que, embora as distribuidoras possam cortar a geração de usinas menores em situações de emergência, isso não deve ser uma solução recorrente.

O diretor também alertou que, se o crescimento da GD continuar nesse ritmo, o ONS pode não ter margem suficiente para controlar a rede elétrica. A discussão pode incluir a Geração Distribuída 3 (GD3), que abrange empreendimentos que solicitaram acesso à rede após 7 de janeiro de 2023. A revisão da agenda regulatória para 2025-2026 já contempla a definição de requisitos de “observabilidade, operabilidade e controlabilidade” para os Recursos Energéticos Distribuídos (RED).

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