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IA transforma a conservação do patrimônio arquitetônico global

A digitalização de monumentos permite diagnósticos precisos e restaurações eficientes, como demonstrado na catedral de Notre Dame e nas pirâmides do Egito.

Pessoas caminham em frente à Catedral de Notre-Dame de Paris, que foi reaberta após cinco anos de restauração (Foto: Reprodução)
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  • A digitalização e a inteligência artificial (IA) estão mudando a preservação do patrimônio mundial, permitindo a criação de gêmeos digitais de monumentos como a catedral de Notre Dame e as pirâmides do Egito.
  • Após o incêndio em Notre Dame em 2019, a empresa Art graphique & Patrimoine (AGP) digitalizou a catedral com alta precisão, usando imagens de drones e scanners a laser para criar um modelo 3D.
  • A IA generativa ajuda na simulação de projetos, economizando tempo e facilitando a montagem de elementos estruturais.
  • A empresa Iconem digitalizou as pirâmides de Gizé e monumentos em zonas de guerra, como a mesquita Al-Nuri em Mosul, utilizando tecnologia para monitorar saques em sítios arqueológicos.
  • Essas inovações não apenas auxiliam na restauração, mas também na proteção do patrimônio cultural global.

A digitalização e a inteligência artificial (IA) estão transformando a preservação do patrimônio mundial, permitindo a criação de gêmeos digitais de monumentos icônicos, como a catedral de Notre Dame e as pirâmides do Egito. Essas inovações oferecem novas ferramentas para diagnósticos e restaurações, superando as técnicas tradicionais utilizadas por arquitetos como Eugène Viollet-Le-Duc no século XIX.

Após o incêndio que devastou Notre Dame em 2019, a empresa francesa AGP (Art graphique & Patrimoine) digitalizou a catedral em alta precisão. Imagens de drones e scanners a laser possibilitaram a criação de um modelo 3D que reproduz as deformações da estrutura, permitindo comparações entre o estado anterior e posterior ao incêndio. Frédéric Gourdet, da AGP, destacou que esse gêmeo digital é essencial para o diagnóstico e a reconstrução do edifício.

Avanços Tecnológicos

A IA generativa tem sido uma aliada na simulação de projetos, economizando tempo e gerando propostas inovadoras. Cada uma das 189 abóbadas de Notre Dame foi recriada digitalmente, facilitando a montagem dos elementos estruturais. Emmanuel di Giacomo, da Autodesk, enfatizou a importância desse modelo para a instalação de andaimes e o estudo da resistência ao vento da catedral.

A empresa Iconem também está na vanguarda da digitalização do patrimônio. Yves Ubelmann, cofundador da Iconem, mencionou que a empresa realizou a primeira digitalização em alta resolução das pirâmides de Gizé, utilizando IA para restaurar a realidade deteriorada dos monumentos. Esse trabalho é fundamental para a conservação e gestão do patrimônio artístico e arquitetônico.

Preservação em Zonas de Conflito

Além disso, a Iconem digitalizou monumentos em zonas de guerra, como a mesquita Al-Nuri em Mosul e o sítio arqueológico de Palmira, na Síria. Ubelmann ressaltou que a tecnologia ajuda a identificar áreas que precisam de proteção, utilizando imagens de satélite para monitorar saques em sítios arqueológicos, como os ocorridos no norte do Afeganistão. A digitalização e a IA estão, portanto, não apenas revolucionando a restauração, mas também contribuindo para a proteção do patrimônio cultural global.

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