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Uso do ChatGPT sai do trabalho e domina o dia a dia

A OpenAI, Harvard e a Universidade de Duke, divulgaram dados sobre o uso do ChatGPT em mais de 1 milhão de conversas, para mapear o motivo do uso da ferramenta pelas pessoas

Imagem: Creative Commons
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  • Um estudo recente revela que setenta e três por cento das interações com chatbots ocorrem fora do ambiente de trabalho, um aumento em relação aos cinquenta e três por cento do ano anterior.
  • A pesquisa, realizada em setembro de dois mil e vinte e cinco, mostra que a inteligência artificial (IA) é mais utilizada para obter informações do que para executar tarefas diretas.
  • Quase cinquenta por cento das interações na plataforma são para “Perguntar”, indicando que os usuários buscam principalmente aprender e tirar dúvidas.
  • As principais categorias de uso incluem:
  • Escrita e edição (dezoito por cento), com usuários revisando textos (dez vírgula seis por cento) e solicitando redações (oito por cento).
  • Ensino e aprendizado (dez vírgula dois por cento), com a IA atuando como professor particular.
  • Dicas práticas (oito vírgula cinco por cento), com perguntas sobre “como fazer” diversas atividades.
  • Saúde e autocuidado (cinco vírgula sete por cento), com buscas por informações sobre bem-estar.
  • A pesquisa também aponta diferenças de uso entre gêneros e levanta questões sobre a ausência de categorias como “Terapia e Companhia”, que eram destacadas em estudos anteriores.

O estudo redefine o entendimento público sobre o uso dos chatbots em geral, mostrando que 73% de todas as interações ocorrem fora do ambiente de trabalho, um aumento significativo em relação aos 53% do ano anterior. A pesquisa, datada de setembro de 2025, indica uma clara preferência dos usuários: a IA é mais utilizada para obter informações do que para executar tarefas diretas.

As conversas mostram essa tendência claramente. Quase metade do que é feito na plataforma (48,9%) é “Perguntar”. Ou seja, os usuários usam principalmente para aprender, tirar dúvidas e entender melhor as coisas, e não só para pedir que algo seja feito pronto.

A análise dos principais motivos de uso revela claramente como a IA foi incorporada à rotina dos usuários. As categorias de uso mais frequentes incluem:

  • Escrita e edição (18% combinados): A tarefa mais comum é a assistência textual. São 10,6% dos usuários revisando e criticando textos e 8% pedindo para a IA redigir conteúdos, como e-mails.
  • Ensino e aprendizado (10,2%): A ferramenta é amplamente utilizada como um professor particular sob demanda, capaz de explicar tópicos complexos de forma personalizada.
  • Dicas Práticas (8,5%): Uma porta de entrada popular para novos usuários são as perguntas de “como fazer”, abrangendo desde a criação de um currículo até o planejamento de refeições.
  • Saúde e Autocuidado (5,7%): Um número crescente de pessoas busca informações sobre fitness, nutrição e bem-estar geral na plataforma.

Discussões e controvérsias

A pesquisa também revela padrões de uso diferentes. Contas com nomes tipicamente masculinos utilizam a IA com mais frequência para auxílio técnico (+6,2%), enquanto contas com nomes tipicamente femininos recorrem mais à IA para tarefas de escrita (-7,6%).

Um ponto de controvérsia surge na comparação com estudos anteriores. Pesquisas como a da *Harvard Business Review* apontavam “Terapia e Companhia” como um dos principais usos em 2024, com potencial para liderar em 2025. No entanto, o novo relatório da OpenAI não destaca essa categoria, levantando dúvidas sobre os critérios de classificação ou sobre a decisão de dar visibilidade a essa aplicação.

Outros usos completam o quadro: tradução contextual (4,5%), programação (4,2%), com desenvolvedores usando a IA como copiloto de códig bo e recomendação de produtos (2,1%), indicando um potencial futuro de monetização.

No geral, o estudo desconstrói a ideia de que o ChatGPT é apenas uma ferramenta de nicho profissional. Os dados mostram que a tecnologia está profundamente inserida na vida cotidiana, funcionando como um recurso versátil para aprender, criar e resolver desafios grandes e pequenos.

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