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Golpistas usam ‘toque fantasma’ para roubar dados de cartões; veja como se proteger

Fraude utiliza engenharia social e malware para roubar dados de cartões, com novos malwares como GhostNFC aumentando os riscos de segurança.

Golpe do toque fantasma utiliza dois celulares: um próximo ao cartão da vítima para roubar dados e outro para realizar pagamentos com as informações obtidas (Foto: Reprodução)
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  • O golpe do toque fantasma está se espalhando pelo Brasil e América Latina, utilizando engenharia social e malware para roubar dados de cartões de crédito e débito.
  • Criminosos capturam informações por meio da tecnologia NFC (Comunicação por Campo Próximo), sem que a vítima perceba.
  • O golpe envolve um golpista que se apresenta como representante de um banco e convence a vítima a baixar um aplicativo malicioso.
  • Após a instalação, a vítima aproxima seu cartão do celular, permitindo que o criminoso capture um token NFC temporário, que dura entre 20 e 30 segundos.
  • Especialistas recomendam não baixar aplicativos de fontes desconhecidas e verificar a autenticidade de ligações recebidas para evitar fraudes.

O golpe do toque fantasma está se espalhando pelo Brasil e América Latina, utilizando engenharia social e malware para roubar dados de cartões de crédito e débito. A fraude, que se aproveita da tecnologia NFC (Near Field Communication), permite que criminosos capturem informações sem que a vítima perceba. Recentemente, novos malwares como o GhostNFC foram identificados, aumentando a preocupação com a segurança digital.

O golpe funciona da seguinte maneira: o golpista se apresenta como representante de um banco e convence a vítima a baixar um aplicativo malicioso. Após a instalação, a vítima é instruída a aproximar seu cartão do celular, permitindo que o criminoso capture um token NFC temporário, que dura entre 20 e 30 segundos. Com esses dados, o golpista pode realizar transações em tempo real, muitas vezes começando com compras de pequeno valor.

Crescimento da Fraude

De acordo com Anderson Leite, analista sênior da Kaspersky, a tática teve origem na Ásia e agora ganha força no Brasil. O uso de psicologia para persuadir as vítimas é um dos aspectos mais preocupantes. Quando os golpistas possuem informações pessoais, como CPF ou nome completo, a abordagem se torna ainda mais convincente. Leite destaca que a ligação telefônica é uma ferramenta eficaz para enganar as vítimas.

Além do toque fantasma, outros golpes, como a mão fantasma, também têm se proliferado. Enquanto o toque fantasma foca em fraudar cartões por aproximação, a mão fantasma busca roubar dinheiro via internet banking. Ambos os golpes, no entanto, têm em comum o uso de aplicativos maliciosos e a manipulação psicológica das vítimas.

Medidas de Proteção

Para evitar ser vítima desse tipo de golpe, especialistas recomendam que os usuários não baixem aplicativos de fontes desconhecidas e sempre verifiquem a autenticidade de ligações recebidas. É crucial que os cidadãos estejam atentos a mensagens que criem um senso de urgência e que nunca compartilhem senhas ou informações pessoais sem verificar a identidade do solicitante.

Caso alguém se torne vítima, é aconselhável bloquear imediatamente o cartão e registrar um boletim de ocorrência. A rapidez na ação pode facilitar o ressarcimento e minimizar os danos financeiros. A Kaspersky alerta que a conscientização e a educação digital são essenciais para combater esses crimes cibernéticos em crescimento.

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