- O Waze lançou uma nova função chamada “alerta de insegurança” em São Paulo, permitindo que usuários marquem áreas perigosas no mapa.
- O recurso é alimentado apenas por usuários e não utiliza dados oficiais de segurança.
- Os alertas sobre assaltos, furtos ou vandalismo ficam visíveis por 15 a 30 minutos e podem ser renovados por novos registros.
- A função foi implementada no Brasil em fevereiro e é parte de um sistema colaborativo que inclui sinalizações de obras e acidentes.
- São Paulo registrou mais de 60 mil furtos no primeiro trimestre deste ano, levando a Prefeitura a autorizar vidros antivandalismo em táxis para aumentar a segurança.
Nos últimos dias, o Waze passou a oferecer uma nova função na região de São Paulo: o “alerta de insegurança”, também conhecido como “alerta de ladrão”. O recurso permite que usuários marquem no mapa áreas consideradas perigosas.
Assim como outras funções do aplicativo, o alerta de áreas inseguras é alimentado apenas pelos usuários, sem vínculo com bancos de dados oficiais de segurança. Por meio dele, é possível registrar ocorrências de assaltos, furtos ou casos de vandalismo em pontos específicos do mapa.
Os alertas permanecem visíveis por cerca de 15 a 30 minutos e podem ser renovados quando outros usuários registram novos incidentes no mesmo ponto. O funcionamento é semelhante ao de outras funções do aplicativo, como a sinalização de obras ou acidentes, que fazem do Waze um sistema de GPS colaborativo em que os motoristas se ajudam.
A função começou a ser implementada no Brasil em fevereiro e foi liberada gradualmente aos usuários ao longo dos meses.
O aplicativo também oferece outros recursos como o planejamento de viagens com múltiplas paradas, consulta de valores de pedágios e vozes personalizadas para o GPS, onde, entre elas, está a nova colaboração com o personagem de videogame Sonic, que assume a narração durante a rota.
A cidade de São Paulo registrou no início deste ano o maior número de furtos de sua história no 1° trimestre do ano, com mais de 60 mil casos entre janeiro e março, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Uma das principais preocupações dos motoristas é a ação da chamada “Gangue da Pedrada”, que arremessa pedras contra os vidros dos carros para destruí-los e assim furtar celulares de quem dirige distraído ou deixa o aparelho à mostra.
Esses casos levaram a Prefeitura de São Paulo a autorizar o uso de vidros antivandalismo em táxis, com o objetivo de aumentar a segurança dos motoristas que dependem do carro para trabalhar com o transporte de passageiros.
Em São Paulo, o Waze conta com mais de 4 milhões de usuários, segundo dados de 2020. A nova função reforça a preocupação da população com a segurança no trânsito e representa uma tentativa do aplicativo, amplamente usado na região, de enfrentar esses desafios de forma colaborativa.
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