Uma pílula que dá “check” dentro do corpo. Pesquisadores do MIT estão desenvolvendo um medicamento capaz de emitir um sinal minutos após ser engolido, confirmando a ingestão e ajudando a evitar falhas em tratamentos em que cada dose faz diferença. O comprimido possui um sensor embutido que emite um sinal detectável fora do corpo no […]
Uma pílula que dá “check” dentro do corpo. Pesquisadores do MIT estão desenvolvendo um medicamento capaz de emitir um sinal minutos após ser engolido, confirmando a ingestão e ajudando a evitar falhas em tratamentos em que cada dose faz diferença.
O comprimido possui um sensor embutido que emite um sinal detectável fora do corpo no momento em que é emitido.
Após esse processo, quase todos os componentes são dissolvidos no estômago, restando apenas um minúsculo chip que é eliminado nas fezes.
O principal objetivo é combater a baixa adesão aos tratamentos, por diversos motivos, dos mais simples como esquecimento até mais complexos como interrupção precoce ou uso incorreto das doses.
Como funciona
O mecanismo é composto por uma antena biodegradável de zinco e celulose. A cápsula permanece inativa antes da ingestão e só inicia o processo após o paciente engolir o comprimido.
Após chegar ao estômago, o revestimento do comprimido se dissolve e libera o medicamento junto com uma antena. Em contato com um leitor externo, que pode ser um relógio, uma pulseira, um anel ou um smartphone, o sensor envia a confirmação de que a pílula foi ingerida e envia lembretes caso a dose não seja registrada.
Todo o processo leva, no máximo, 10 minutos. Segundo os pesquisadores, os materiais foram selecionados para reduzir o risco de obstruções intestinais e outros efeitos adversos no organismo.
Público-alvo
A inovação mira pacientes que precisam seguir esquemas rigorosos, incluindo:
- Transplantados
- Pessoas em tratamento prolongado contra HIV ou tuberculose
- Pacientes cardíacos
- Pacientes com doenças neuropsiquiátricas
Em testes iniciais com animais, o sinal foi captado a até 60 cm do corpo, e a equipe planeja avançar para estudos pré-clínicos e, depois, testes em humanos.
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