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Christina Koch: saiba quem é a astronauta que se tornou a primeira mulher a seguir em direção à Lua

Além do marco histórico na Artemis II, Koch detém o recorde de maior permanência consecutiva no espaço entre as mulheres.

Foto: NASA/Bill Ingalls

Mais de 50 anos após a última missão lunar da NASA, o programa espacial lançou a Artemis II, projeto que levou astronautas a contornar a Lua novamente. Nesta segunda-feira (6), a Orion fará seu primeiro sobrevoo pela Lua após quatro dias de viagem. Mas, além desse feito histórico, uma integrante da missão também entrou para […]

Mais de 50 anos após a última missão lunar da NASA, o programa espacial lançou a Artemis II, projeto que levou astronautas a contornar a Lua novamente.

Nesta segunda-feira (6), a Orion fará seu primeiro sobrevoo pela Lua após quatro dias de viagem.

Mas, além desse feito histórico, uma integrante da missão também entrou para a história: Christina Koch, que se tornou a primeira mulher a seguir em direção à Lua.

A missão Artemis II não contará com pouso na Lua. A missão funciona como uma etapa de teste para avaliar, com astronautas a bordo, como a nave Orion se comporta no espaço e durante o voo ao redor da Lua.

No meio da missão, ao lado dos companheiros Reid Wiseman, Victor Glover e Jeremy Hansen, Christina, de 47 anos, se tornou a primeira mulher a seguir em direção à Lua.

Quem é Christina Koch?

Nascida em Grand Rapids, no estado de Michigan, em 1979, Christina cresceu em Jacksonville, na Carolina do Norte, e foi selecionada como astronauta da NASA em 2013, aos 34 anos.

Antes disso, ela já tinha uma ótima formação na área de exatas, com graduação em Engenharia Elétrica e Física, além de mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade do Estado da Carolina do Norte. Durante a formação, também estudou na Universidade de Gana.

Koch começou a carreira como engenheira elétrica no Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, onde atuou no desenvolvimento de instrumentos para missões científicas.

Depois, ela atuou no Programa Antártico dos Estados Unidos, com passagens pela Estação Amundsen-Scott, no Pólo Sul, e pela Estação Palmer. Nesse período, além do trabalho científico, também fez parte de equipes de combate a incêndio, busca e resgate.

Em seguida, ela voltou a trabalhar no desenvolvimento de instrumentos espaciais e passou pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, experiência que reforçou sua atuação na área da engenharia, operação de sistemas complexos e trabalho em ambientes isolados.

A entrada e a carreira de Koch na Nasa

Em 2013, a engenheira foi escolhida para integrar o corpo de astronautas da NASA. A partir daí, passou por anos de treinamento intenso, como ocorre com todos os selecionados.

Ela passou por treinamentos em sistemas espaciais, sobrevivência, operações de voo, robótica, preparação para caminhadas espaciais e missões internacionais. Depois de concluir essa etapa, foi designada para voos e outras funções dentro do programa da agência.

O grande marco de sua trajetória veio com a missão à Estação Espacial Internacional, onde Koch atuou como engenheira de voo nas Expedições 59, 60 e 61.

Ao todo, ela passou 328 dias seguidos no espaço e estabeleceu o recorde do voo espacial individual mais longo já realizado por uma mulher.

Durante essa permanência, ela participou de mais de 210 investigações científicas, muitas delas voltadas a temas ligados às futuras missões de longa duração, como as viagens à Lua e a Marte.

Entre os estudos, estavam pesquisas sobre como o corpo humano reage à ausência de gravidade, ao isolamento, à radiação e ao desgaste físico causado por missões prolongadas.

Outro marco importante de sua trajetória foi a participação nas primeiras caminhadas espaciais formadas apenas por mulheres. Koch realizou seis caminhadas espaciais, entre elas as três primeiras desse tipo, que somam mais de 42 horas fora da estação.

Após voltar à Terra, Christina seguiu em funções estratégicas na NASA. Ela chefiou o Departamento de Tripulações Designadas, no escritório de astronautas, e também atuou como assistente de integração técnica da direção do Centro Espacial Johnson (JSC).

O motivo para ser escolhida para a Artemis II

Em abril de 2023, a NASA e a Agência Espacial Canadense anunciaram a tripulação da Artemis II. Koch foi escolhida como especialista da missão, ao lado de Reid Wiseman, Victor Glover e Jeremy Hansen.

A escolha dela foi uma decisão baseada em currículo por contar com uma formação de peso em engenharia, experiência em ambientes extremos, além de ser muito prestigiada dentro do mundo da astronáutica graças aos seus feitos. 

Os próximos passos após o fim da Artemis II

Depois que a Artemis II terminar, o primeiro passo será o retorno da cápsula Orion ao Oceano Pacífico, onde a nave e a tripulação serão resgatadas pela Marinha dos Estados Unidos.

Com isso, os dados da viagem serão analisados para identificar o que funcionou, o que precisa de ajustes e quais pontos deverão ser aprimorados para a próxima missão, a Artemis III, prevista para 2027, com foco em uma nova etapa de testes.

Só depois disso virá a Artemis IV, que hoje é apontada pela NASA como a missão do primeiro pouso lunar tripulado desta nova fase, com previsão para o início de 2028.

Nessa missão, quatro astronautas seguirão até a órbita lunar. Dois deles devem descer à superfície e passar cerca de uma semana perto do polo sul da Lua, onde farão experimentos científicos antes de voltar para a Orion e retornar à Terra.

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