- Movimento incentiva o uso de telefones simples, sem redes sociais ou feeds infinitos, como forma de reduzir a dependência de tecnologia; a Light Phone é um exemplo.
- Os defensores dizem que a ausência de recursos tecnológicos é essencial; o educador Dan Fox participou do movimento após um show de Tame Impala em 2015, em Nova York.
- A reportagem também destaca que o acesso à internet móvel está tão difundido que, em situações extremas como o Irã em guerra, houve blackout durante protestos.
- Iniciativas globais existem, com clubes e ações na Holanda, além de redes de ativismo de atenção que já atingem Estados Unidos, Canadá, Espanha, Itália, Croácia, França e Inglaterra.
- Casos locais incluem a co‑op de Oberlin College, que adotou espaço sem emails e planilhas, promovendo mais interação entre os moradores e atividades sem dispositivos.
Um movimento em busca de menos tecnologia ganhou corpo ao redor de telefones simples, chamados de “dumb phones”. Eles oferecem funcionamento básico sem redes sociais, notícias infinitas ou navegação na internet, em contraste com smartphones modernos.
A iniciativa envolve ativistas que defendem menos dependência de dispositivos digitais. Um dos participantes é Dan Fox, comediante que trabalha com marketing para a Light Phone, empresa de Brooklyn, que comercializa aparelhos com recursos limitados. Fox relata ter decidido participar após observar pessoas em shows gravando tudo com o celular.
O episódio inicial ocorreu quando Fox participou de um show em Nova York em 2015, que o levou a questionar como os telefones tiram o foco de experiências reais. Hoje, o movimento se expandiu para vários países e inclui grupos locais que promovem encontros sem uso de internet.
Em redes internacionais, comunidades surgiram na Europa, incluindo a Offline Club na Holanda, que realiza encontros em espaços como catedrais neo-góticas. Nos EUA e Canadá, existem dezenas de grupos de “attention activism” buscando reduzir distrações digitais.
Entre universidades e coletivos, também há exemplos práticos. Em Oberlin College, a Harkness Housing baniu emails e planilhas em áreas comuns, promovendo espaços sem tecnologia. Estudantes relatam sensação de alívio e maior tempo para conversas, artes e jogos de tabuleiro.
Histórias pessoais contam que o afastamento dos dispositivos facilita foco e interação social. Ativistas associam a prática à recuperação de atenção para atividades e metas de longo prazo, combinando leitura, atividades criativas e momentos de silêncio.
O movimento sinaliza continuidade de uma tendência global. Organizadores veem potencial de expansão para novas cidades e países, mantendo o objetivo de reduzir a influência de telas no cotidiano sem perder a conexão com atividades significativas.
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