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Jovens lotam festas subterrâneas sem celular; fui a uma

Movimento de jovens busca desacoplar-se da tecnologia com festas offline, experiências de convivência sem smartphones desafiam hábitos online

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  • Jovens da Geração Z participam de festas underground sem celular, anunciadas apenas offline, em Nova York, organizadas por Nick Plante e Kyle Barnes.
  • Os participantes costumam descobrir o evento por boca a boca, newsletters como Nonsense NYC e Red Calendar, ou por panfletos na calçada.
  • O movimento busca fugir do domínio da tecnologia, com exemplos como telefones flip e festas que bloqueiam ou reduzem o uso de smartphones.
  • A noite teve rituals temáticos sobre dados, privacidade e IA, incluindo a destruição de um “centro de dados” de papelão no final.
  • A autora compartilha a experiência: menos ansiedade com vídeos, mais interação com estranhos; vê potencial ético para levar esse estilo de vida para o dia a dia, ainda que nem todos adotem a prática.

O movimento de jovens rumo a festas sem telefone está ganhando espaço. Um evento promovido por jovens organizadores ocorreu em um galpão de Brooklyn, com políticas de não uso de smartphones durante toda a noite. A proposta é oferecer um refúgio da exposição constante a vídeos e notificações.

Os organizadores, Nick Plante e Kyle Barnes, explicam que a ideia vai além de desligar o celular: é criar uma comunidade que valoriza interação humana e menos controle de dados. A iniciativa se integra a uma tendência maior entre Gen Z, incluindo festas no passado com foco no analógico.

A festa aconteceu na noite de fim de semana, em um espaço conhecido como Telos.haus. O local passou a adotar formatos que restringem o uso de smartphones e incentivam atividades presenciais, visitas guiadas por quem viu o evento por newsletters ou por indicações diretas.

O que rolou na programação

O público chegou sem celulares, recebendo regras no local. Houve atividades coletivas que enfatizaram ritualizações corporais e momentos de reflexão, como exercícios de respiração e perguntas sobre a vida sem tecnologia. A proposta é reduzir a pressão de ser filmado.

Durante a noite, voluntários conduziram dinâmicas que satirizam dados e vigilância, com peças que simulam centros de dados construídos em cenários fictícios. A encenação serve para questionar a dependência de plataformas digitais e do compartilhamento constante.

A convivência estimulou conversas entre os participantes, com relatos de quem abandonou o smartphone há meses ou anos. Segundo relatos, a experiência pode diminuir a ansiedade associada a imagens negativas que circulam em redes.

Repercussões e alcance

Além de Brooklyn, outras iniciativas no país já promoveram eventos sem celular, com grande adesão. Casas de show e clubes adotaram políticas de uso de capa para câmeras ou proibição de aparelhos na pista para garantir privacidade.

Os organizadores seguem conectados por meio de newsletters e redes menos atingidas pela automação de conteúdos. Eles pretendem manter o modelo como referência para encontros que priorizam presença física e convivência direta.

The event terminou próximo da 1h da manhã, com os participantes reagindo de forma diferente à volta ao mundo digital. Ao deixar o espaço, muitos mencionaram a curiosidade de experimentar mais encontros sem dependência de smartphones.

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