- Estudo aponta queda no entusiasmo da Geração Z pela IA, de 36% para 22% em um ano.
- Otimismo também recua: 18% têm visão positiva da IA, contra 27% no ano anterior; raiva aumenta para quase um terço.
- Desconforto está ligado ao mercado de trabalho: projetos de primeira entrada podem ser automatizados, elevando o risco de precarização.
- Mesmo com desconforto, uso de IA continua alto: 22% usam diariamente e 29% semanalmente; 52% avaliam essencial dominar a tecnologia.
- Preparação cresce: 56% dizem se sentir capazes de usar IA após a formação, frente 44% antes, indicando adaptação pragmática para manter competitividade.
A geração Z está menos entusiasmada com a inteligência artificial e mais preocupada com as repercussões da IA no mercado de trabalho. Em um ano, o otimismo caiu e sentimentos negativos ganharam espaço, refletindo uma percepção mais crítica sobre os impactos da tecnologia.
A pesquisa aponta que 22% dos jovens dizem estar entusiasmados com a IA, queda em relação aos 36% do ano anterior. Ao mesmo tempo, apenas 18% têm visão positiva, frente a 27% há doze meses.
O levantamento destaca ainda que quase um terço dos jovens ouvidos expressa raiva em relação à IA, sinalizando uma mudança de status da tecnologia, antes vista como novidade, para um efeito concreto no dia a dia.
Desafios no início da carreira
O motivo central envolve o mercado de trabalho: funções de entrada estão sendo automatizadas ou significativamente alteradas pela IA. O desconforto está ligado ao risco de precarização das carreiras, não à tecnologia em si.
Apesar da insegurança, o uso de IA permanece alto entre os jovens. Cerca de 22% utilizam a IA diariamente e 29% semanalmente, números estáveis em relação ao ano anterior.
Mais da metade dos estudantes (52%) acredita que dominar a IA será essencial para a vida acadêmica e profissional, indicando adição prática da tecnologia à sua formação, por necessidade.
Preparação e resistência
A percepção de preparo também evoluiu: 56% afirmam se sentir capazes de usar IA no dia a dia após a formação, contra 44% há um ano. A adaptação aparece como uma estratégia para reduzir riscos em um cenário incerto.
Os dados sugerem uma relação mais crítica com a IA: não é rejeição absoluta, mas a tecnologia passa a ser vista como pressão adicional e fonte de responsabilidades futuras para quem está começando a carreira.
Essa leitura aponta que a geração Z não abandona a IA, mas negocia seu papel com cautela. A ansiedade está ligada à possibilidade de perder oportunidades por automação e transformação acelerada do mercado.
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