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Especialistas testam máquinas de café às cegas; resultados surpreendem

Philips Café Aromis fica em primeiro no teste cego, mas tasters divergem sobre espresso; custo elevado não garante sabor superior

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  • Quatro máquinas automáticas bean-to-cup foram avaliadas por Cozens e Hunt em prova cegada, com latte e espresso, para medir aparência, texturas de leite, crema, temperatura, extração e sabor.
  • Máquina A, Terra Kaffe TK-02, teve desempenho razoável, com latte menos doce devido a menos leite e espresso com equilíbrio fraco e falta de intensidade.
  • Máquina B, Jura E eight, apresentou leite muito quente e espuma excessiva, além de espresso subextraído, considerado o pior desempenho entre as opções.
  • Máquina C, De’Longhi Eletta Explore, ganhou destaque pelo latte bonito e leite com boa textura; o espresso gerou respostas distintas, gerando polarização entre os avaliadores.
  • Máquina D, Philips Café Aromis 8000, foi a vencedora em latte e espresso, apresentando sabor chocolate-nutty, equilíbrio entre doçura e amargor e preço mais baixo entre as opções.

O WIRED realizou um teste cego com máquinas de café automáticas para avaliar qual entrega o perfil de sabor mais fiel aos grãos escolhidos. Participaram profissionais da indústria, que provaram latte e espresso de cada modelo, sem saber de qual máquina vinha cada bebida. O objetivo foi medir sabor, textura e equilíbrio, não usabilidade.

Os especialistas foram cegados e avaliaram aparência, textura do leite, crema, temperatura, extração e sabor. Foram usados lattes e espressos com leite integral orgânico, conforme as instruções dos avaliadores. Rótulos A, B, C e D identificaram as máquinas.

As máquinas em avaliação

A TK-02, Terra Kaffe (Nova York): espresso e café filtrado em conjunto, carafa de leite de vidro e tela sensível ao toque. Especificações: boiler Thermoblock, 1450 W, 75 oz, moedor cônico ajustável, 19 bares.

B Jura E8 (Suíça): display colorido, carafe de leite de vidro, 10 níveis de intensidade, 27 bebidas, 64 oz, moinho conico profissional, 15 bares.

C De’Longhi Eletta Explore: mais de 50 bebidas, leite em dois jugs, 60 oz, 13 ajustes de moagem, 19 bares, tela TFT de 3,5″.

D Philips Café Aromis 8000: mais de 50 bebidas, 15 bares, 64 oz, moedor cerâmico, two milk systems, Virtual Barista e HomeID app.

O que os especialistas buscaram

A latte exige double espresso com leite em 130–150°F, textura de microfoam e equilíbrio entre chocolate/nutty e doçura. A preferência envolveu temperatura, textura do leite e o sabor residual das notas associadas ao Forest Blend.

Resultados

Os juízos individuais apontaram: lattes de Cozens foram C, D, B, A; espressos, D, A, B, C. Hunt classificou lattes como D, A, C, B; espressos, C, D, B, A. No conjunto, Philips Café Aromis 8000 liderou para latte e espresso, com sabor chocolate-nutty e equilíbrio adequado.

A De’Longhi ficou em segundo lugar, destacando-se pela textura do leite, mas apresentando variações de sabor entre bebidas. A Terra Kaffe TK-02 ficou aquém, com sabor menos intenso. Jura E8 foi desclassificada pelos avaliadores, com leite superaquecido e espresso subextraído.

Análise dos vencedores

Cozens destacou a bebida com maior presença de sabor e equilíbrio entre chocolate e nozes no Philips. Hunt elogiou o equilíbrio entre leite e café, também no Philips, apontando espresso com boa intensidade. Ambos concordaram que a TK-02 ficou aquém do esperado.

A avaliação reforça que, apesar de máquinas de alta tecnologia, alcançar a qualidade de uma bebida de barista depende de fatores como equilíbrio de leite, extração e perfil de sabor do grão. Não houve modelo universalmente perfeito.

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