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Análise do Controle Steam da Valve (2026)

Steam Controller (2026) chega com foco no Steam Input, mas fica limitado pela ausência do Steam Machine e pela compatibilidade restrita a jogos da Steam

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  • A segunda geração do Steam Controller chega com design mais convencional e trackpads levemente diferentes.
  • O lançamento ocorre em meio a atrasos de outros projetos da Valve, como Steam Machine e Steam Frame, ainda sem data ou preço confirmados.
  • O controle traz muitos inputs, incluindo trackpads do Steam Deck, sensores de movimento, botões extras e feedback háptico avançado; pesa 292 gramas.
  • A configuração é extremamente personalizável via Steam Input, permitindo remapeamento total, ajuste de precisão e uso do modo Big Picture.
  • O uso fica limitado a jogos da Steam, já que não funciona bem com títulos de outras lojas sem suporte a XInput; é mais adequado para uso com Steam Deck dockado ou TV.

O Steam Controller de segunda geração chega em meio à incerteza sobre a Steam Machine, cuja data de lançamento permanece indefinida. O controle atualiza o design, abandona alças muito largas e trackpads estranhos, adotando um formato mais convencional, com alguns trackpads ligeiramente diferentes.

O lançamento ocorre em um momento atípico, alinhado ao restyling de hardware da Valve, que inclui a Steam Machine, o Steam Frame para VR e uma nova linha de produtos. Até o fechamento deste texto, nenhuma dessas opções tem data de lançamento ou preço confirmado.

Para jogos no ecossistema Steam, o novo controle chega com promessa de compatibilidade ampla e alto nível de customização. O conjunto traz uma gama de entradas semelhante à Steam Deck, com um visual que mistura botões ABXY, layout de analógicos simétrico e acionadores, além de botões traseiros.

Entre os diferenciais, há um grupo de botões sob o punho, analógicos clicáveis com sensores capacitivos e tecnologia TMR, que promete maior precisão e durabilidade. Um acelerômetro, giroscópio e haptics avançadas complementam a experiência, incluindo sons simulados pelo pad.

Ainda assim, o peso fica em 292 gramas, tornando-o relativamente leve para sessões longas. O fabricante prioriza o conforto, mas a área reservada aos trackpads exige que o usuário ajuste o aperto para alcançar os analógicos com facilidade. O D-pad é funcional, porém com acabamento brilhante que reduz a aderência.

O acessório curioso é o puck, pequeno dongle que se conecta ao PC via USB-C e funciona também como base de recarga magnética. A conexão sem fio ocorre com latência baixa e não requer drivers adicionais, segundo a avaliação. O setup inicial é simples: basta pressionar o botão Steam para sincronizar.

Ao ligar, o modo Big Picture é exibido ao segundo toque no botão Steam, oferecendo uma interface de navegação voltada para tela de TV. A experiência depende de o Steam Client já estar aberto no PC, e não há launcher direto a partir do controlador.

No uso prático, o controle se sai bem em títulos que se beneficiam de inputs vindos do Steam Deck, como Aperture Desk Job. Um ponto de atenção fica com o giroscópio, que pode exigir ajustes para funcionar como esperado, e nem sempre fica calibrado de forma estável.

A personalização é o grande diferencial: o Steam software indica, ao iniciar um jogo em Big Picture, quais entradas serão usadas por padrão e permite remapeamento completo. A sensibilidade dos trackpads pode ser ajustada de 25% a 3.000%, com feedback háptico que ajuda a mapear ações na tela.

Para ajustes mais finos, o usuário pode editar toda a layout, mudar a função de cada botão, e desativar entradas individuais. Ainda assim, há uma limitação relevante: o controlador funciona bem com jogos da biblioteca Steam, mas não é amplamente compatível com jogos de outras lojas ou de origem diversa.

Testes com títulos de Epic Games mostraram reconhecimento limitado de entradas ou mapeamentos desalinhados, dificultando o uso fora da biblioteca Steam. A remapeação completa depende do Steam Input, o que pode restringir a experiência a ecossistema Valve.

Essa limitação levanta questões sobre o público-alvo do Steam Controller. O aparelho parece mais adequado para uso em TV via Steam Machine ou com o Steam Deck em dock, enquanto a compatibilidade com PC tradicional fica restrita à biblioteca Steam.

Em resumo, o Steam Controller 2.0 oferece grande potencial de personalização e uma experiência agressivamente integrada ao ecossistema Valve. No entanto, o contexto de lançamento e as limitações de compatibilidade podem restringir sua utilidade como controle universal para PC.

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