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Trocas de tempo de tela: como parar doomscroll sem largar o celular

Especialistas dizem que nem toda tela é igual; trocar por atividades ativas, como jogos, palavras e conexão consciente, reduz impactos

An illustration of a man leaping out of one black and white mobile phone surrounded by angry and sad emojis, and into one with a yellow screen surrounded by happy emojis
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  • O adulto no Reino Unido gasta em média 7,5 horas por dia com telas; nem todo uso é igual.
  • A diferença está na forma de usar e na intenção: atividades com propósito podem beneficiar o bem-estar.
  • Trocar o scrolling passivo por jogos que envolvem estratégia e comunidade pode melhorar cognição e relações.
  • Substituir vídeos virais por jogos de palavras (Wordle, Words With Friends) estimula memória, atenção e velocidade de processamento.
  • Investir em conexão e aprendizado: usar redes para manter contato, aprender novas habilidades e criar em vez de apenas consumir.

O tempo gasto em telas é tema de debate, mas especialistas destacam que nem tudo é igual. Enquanto o uso passivo de vídeos pode paradoxalmente consumir mais tempo sem benefícios, atividades intencionais na internet podem trazer ganhos cognitivos e sociais.

Pesquisadores lembram que a qualidade da experiência importa. A diferença está na forma como escolhemos usar as telas, não apenas no tempo dedicado. O foco passou a ser a intenção por trás do que fazemos online.

O texto apresenta caminhos para reduzir o doomscrolling sem abandonar o celular. Pequenas mudanças diárias podem tornar a navegação mais produtiva, divertida e conectada a pessoas e habilidades, segundo especialistas em psicologia cognitiva.

Troque rolagem passiva por jogos ativos

Jogos como estratégias e títulos com mundo aberto têm potencial cognitivo e social, segundo pesquisas. A prática pode melhorar raciocínio, coordenação e memória, desde que a motivação seja interna e não resultado de gatilhos do jogo.

A diferença crucial é o comportamento: jogar por escolha própria costuma associar-se a bem-estar maior, enquanto joguinhos com notificações constantes podem piorar resultados. O ponto central é a finalidade da atividade.

Troque vídeos virais por exercícios de linguagem

Em vez de abrir conteúdo rápido, atividades com palavras exercitam memória e atenção. Puzzles como palavras cruzadas e jogos de palavras fortalecem foco e velocidade de processamento, além de expandir vocabulário.

Pesquisas indicam que o envolvimento frequente com esse tipo de desafio melhora funções cognitivas, diferente do consumo passivo de vídeos curtos, que demanda menos concentração.

Troque isolamento por conexão

Ferramentas de comunicação permitem manter vínculos mesmo a distância, fortalecendo redes de apoio. Plataformas e apps ajudam grupos marginalizados a encontrar pertencimento e suporte, contribuindo para a saúde mental.

Especialistas ressaltam que a intenção importa: usar plataformas para engajar de forma positiva e construtiva, em vez de buscar apenas discussão ou confronto.

Troque consumir conteúdo por criar

Expressar-se criativamente em telas pode gerar sensação de flow, reduzir estresse e aumentar autoestima. Ferramentas de edição, design e escrita facilitaram o acesso à criatividade e ao aprendizado.

Estudos sugerem que atividades criativas, especialmente realizadas com regularidade, estimulam habilidades diversas e ajudam no desenvolvimento de competências desde a primeira infância.

Troque aprender por aprender de forma estruturada

A educação digital amplia possibilidades, desde que bem planejada. Plataformas de idiomas, música e design dão oportunidades de prática repetida e feedback em tempo real, favorecendo a retenção de conhecimento.

Especialistas destacam que cursos bem desenhados mantêm o aluno engajado com recursos como gamificação, áudio, animação e monitoramento de progresso. Conhecer o próprio estilo de aprendizagem é fundamental para escolher o dispositivo adequado e o ambiente ideal.

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