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Com menos agências, idosos se reinventam no mundo dos aplicativos

Com fechamento de agências e Pix, idosos migram para apps, enfrentam golpes, mas ganham autonomia financeira, com apoio da família

Brasileiros idosos se adaptam aos apps bancários e ferramemtas digitais (Foto: Ilustração Gazeta do Povo - com DALL-e )
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  • Quase 80% dos idosos já utilizam aplicativos bancários, segundo levantamento da Serasa.
  • A migração foi acelerada pelo fechamento de agências, pela popularização do Pix e pela ajuda de filhos e netos.
  • Paulo Godoy, 79 anos, passou a fazer quase toda a vida financeira pelo celular e usa o Pix para resolver tudo na hora.
  • Eurides de Oliveira, 83, usa Pix, transações e WhatsApp, mas tem cuidado com golpes, que costumam causar maiores perdas entre idosos (acima de R$ 4,8 mil em média).
  • Waldemar Guimarães, 81, afirma que a adaptação foi natural, mas ainda valoriza o contato presencial com gerentes em algumas situações.

Durante décadas, muitos idosos ensinavam a lidar com cheques, filas e pastas. Hoje, aos 60, 70 e 80 anos, eles migram para Pix, apps e mensagens para gerenciar a vida financeira. A mudança ocorre em meio ao fechamento de agências e à popularização do Pix.

Levantamentos indicam que a adoção foi rápida: quase 80% dos idosos já utilizam aplicativos bancários, segundo a Serasa. O celular se tornou parte da rotina financeira dessa geração, acompanhando o avanço de autenticações e operações digitais.

Apoio dos filhos ajuda na transição para aplicativos

Paulo Godoy, 79 anos, mostra como a mudança aconteceu. A familiaridade com tecnologia começou nos anos 1990, com o auxílio do filho que estudava Ciência da Computação. Hoje, ele paga boletos e opera investimentos pelo celular.

A cada passo, a adaptação trouxe sustos. A rotina, antes simples, envolvia televisão, canais e controles. Hoje envolve aplicativo, internet e sincronização, o que requer paciência e prática.

Para ele, o Pix foi uma salvação. Cheques demoravam na compensação; hoje tudo ocorre na hora. O gerente perdeu espaço para informações disponíveis no próprio app, que permite comparar opções e pesquisar antes de atuar.

Golpes bancários são a principal preocupação dos idosos

Eurides de Oliveira, 83 anos, servidor federal aposentado, também recebeu apoio familiar para navegar no ambiente digital. Dois filhos ajudaram na transição, um com ciência da computação e outro com design e IA.

Hoje, o Pix, as transações e o WhatsApp já integram a rotina de Oliveira. Ainda mantém o relacionamento com o gerente de longa data e não costuma depender apenas do atendimento presencial.

A preocupação com golpes digitais permanece alta. Investimentos mostram que golpes atingem mais fortemente idosos, com perdas médias superiores a 4,8 mil reais por vítima, segundo a Silverguard. Pesquisas indicam que fraude e IA elevam riscos.

Aprender para não ficar para trás

Para Waldemar Santos Guimarães, 81 anos, a adaptação parece natural após uma carreira de capacitação técnica. Ele usa Pix com frequência e evita agências, sem abandonar o contato pessoal com gerentes de confiança.

Guimarães aponta que a tecnologia facilita tarefas, mas não elimina a necessidade de relações humanas. O espírito de equipe e o aprendizado contínuo continuam presentes, mesmo com o trabalho remoto ganhando espaço.

As histórias mostram que resistir à tecnologia não é mais opção. A geração que lidava com cheques e cadernetas passou a conviver com QR Code, biometria e autenticação por aplicativo, superando dificuldades para acompanhar a nova rotina financeira.

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