- O projeto Repórter 60+, criado pela jornalista Lilian Liang em 2018, ensina jornalismo gratuitamente para pessoas com mais de sessenta anos que sejam alfabetizadas e tenham smartphone.
- O objetivo é letramento digital, navegação segura, compreensão de IA e defesa contra fake news, com formação que já reuniu quase duzentos participantes em seis turmas.
- A turma sete, em andamento, tem vinte e cinco alunos entre sessenta e oitenta e três anos, com doze módulos semanais e entrega de matéria jornalística mais o TCC, que vira livro-reportagem.
- Participantes chegam a criar revistas digitais, blogs e canais no YouTube; exemplo é a advogada Silvia Triboni, sessenta e oito, que atua como jornalista e palestrante.
- O projeto recebe apoio do Fundo Estadual do Idoso de São Paulo e é visto como instrumento de reinserção social, autoestima e envelhecimento ativo.
O Repórter 60+ é um projeto criado pela jornalista Lilian Liang, hoje aos 52 anos, para ensinar jornalismo e letramento digital a pessoas com 60 anos ou mais. A ideia nasceu em 2018, com o objetivo de permitir que a voz dos idosos ganhe espaço em blogs, canais e lives.
Desde então, já foram formadas seis turmas, com quase 200 participantes. O programa usa o jornalismo profissional como plataforma de reinserção social, autoestima elevada e até abertura de novas trajetórias profissionais.
O projeto recebe apoio do Fundo Estadual do Idoso de São Paulo. A disciplina ocorre em 12 módulos semanais, com metade de teoria e metade de prática, mantendo o rigor de redação. Ao final, há entrega de um TCC que vira livro-reportagem.
Quem está envolvido
Lilian Liang coordena o curso e atua como referência para os alunos. Ela acumula formação em jornalismo pela USP, mestrado na UC Berkeley e experiência internacional, incluindo atuação nos Estados Unidos e na África do Sul.
Entre os participantes, está a advogada Silvia Triboni, 68 anos, da primeira turma, que atua hoje como repórter e palestrante em Portugal. O objetivo é que os alunos aprendam a navegar com segurança nas redes e a reconhecer usos da IA e fake news.
Como funciona a formação
A turma 7, com 25 alunos entre 60 e 83 anos, segue 12 semanas de estudo. Após cada palestra, os alunos escrevem uma reportagem sobre o tema apresentado. O projeto também busca incentivar a produção de conteúdo em formato de revista eletrônica, blogs ou vídeos.
O jornalismo praticado no curso estimula a produção de textos com base em apuração rigorosa. A cada módulo, os alunos recebem feedback para aprimorar a narrativa e a confiabilidade das informações.
Impacto e perspectivas
A iniciativa é apresentada como um caminho de inclusão e empoderamento, com foco no uso responsável da tecnologia e no exercício da cidadania digital. Lilian destaca ganhos de autoestima e a descoberta de novos talentos entre os participantes.
A prática também envolve a família: a própria mãe de Lilian, Alice, 76 anos, é citada como exemplo de envelhecimento ativo, mesmo sem fluência total em português, por ser imigrante taiwanesa. O relato reforça o alcance social do projeto.
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