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Mamães influenciadoras apresentam IA como melhor coparente que homens

Mães promovem IA como copiloto doméstico, reduzem carga de trabalho e discutem impactos sociais e de emprego

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  • Mães estão usando IA para delegar tarefas domésticas e vendem cursos mostrando como fazer o mesmo, com o tema surgindo entre as momfluencers.
  • Lilian Schmidt, de Zurique, viralizou no TikTok ao dizer que transformou o ChatGPT em coparent, criou um GPT personalizado e cobra R$ 37 pelo acesso.
  • As criadoras destacam que a IA ajuda a estar mais presente com os filhos e a manter a tranquilidade emocional, reduzindo o estresse.
  • Observadores apontam riscos ambientais e de mercado de trabalho, com projeções de que quinze por cento da força de trabalho podem ficar em risco.
  • Há críticas sobre o foco em empoderamento feminino via IA e questionamentos sobre a responsabilidade recair, ainda, principalmente, sobre as mães, com menção ao patriarcado.

Em ritmo acelerado, a ideia de que a IA pode atuar como copilota na criação de filhos ganhou notoriedade entre algumas mães que vendem cursos sobre o tema. O foco não é apenas facilitar tarefas domésticas, mas repensar o papel do trabalho materno na casa.

Líderes dessa tendência narram casos de sucesso com IA, destacando ganhos de presença com os filhos e equilíbrio emocional. Uma consultora de marcas de Zurique, após orientar a filha a usar ChatGPT, afirma ter obtido resultado rápido e positivo ao dormir a criança. O episódio impulsionou a criação de uma ferramenta chamada Coparent, vendida por 37 dólares.

O movimento envolve mulheres que se apresentam como novas “momfluencers” — não apenas para exibir conquistas estéticas, mas para questionar a necessidade de parte do trabalho parental. Conteúdos destacam que a IA pode ajudar a lembrar de protetor solar, organizar atividades e registrar passos do dia a dia.

Em contraste, a prática substitui grande parte do trabalho parental tradicional. Dados de 2022 indicam que mães ocupadas realizam mais tarefas e dedicam mais horas a cuidado infantil, elevando a carga em relação a décadas anteriores. O debate, porém, envolve a distribuição de tarefas entre pais e mães.

A participação masculina ainda é menor nos conteúdos, e estudos apontam lacuna de gênero na adoção de IA no cotidiano. Pesquisas indicam que mulheres atuam menos com IA generativa do que homens, fenômeno descrito como a “lacuna de gênero da IA”.

Analistas destacam que a agenda de figuras públicas de tecnologia muitas vezes associa IA a empoderamento feminino. Em paralelo, há vozes que alertam para riscos ambientais, impactos no emprego e efeitos sobre a saúde mental infantil, efeito discutido em fontes acadêmicas e organizações profissionais.

Entre elogios e críticas, as proponentes defendem a alfabetização em IA como ferramenta de liberação do trabalho doméstico, comparando-a a avanços como o aspirador de pó ou a máquina de lavar, no século passado. A preocupação com o papel das mães persiste nas discussões.

Questionamentos sobre o peso da responsabilidade recaem sobre o universo feminino. Schmidt diz receber mensagens de pais interessados em usar IA para reduzir a carga feminina, ainda que em menor volume. A discussão continua aberta entre necessidades, oportunidades e limites da tecnologia.

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