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Mamães influenciadoras co-criam com IA; será que é melhor que com um homem?

Momfluencers promovem coparentalidade com IA, vendendo guias para dividir a carga mental e planejar tarefas domésticas com assistentes digitais

‘The good news for straight women with partners whose brains are too fragile to carry a mental load is that a whole host of enterprising momfluencers are now selling handbooks to help you coparent with AI.’
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  • Mulheres em uniões heterossexuais ainda realizam a maior parte dos cuidados e tarefas domésticas, mesmo em casamentos com renda semelhante entre os parceiros.
  • Surgem guias e conteúdos de momfluencers que promovem a IA como coparent, com cursos e manuais para “AI-fying” a paternidade.
  • Lilian Schmidt, uma das figuras de destaque, viralizou ao dizer que terceirizou 97% da carga mental para o ChatGPT e passou a vender acesso a um GPT personalizado chamado Coparent.
  • Schmidt afirma que o parceiro encara parte do papel, mas a maior parte do planejamento ainda fica com ela, destacando a ideia de que a carga mental é um problema feminino.
  • Análises apontam que há um crescimento de vídeos e cursos sobre IA na paternidade, em meio a debates sobre o papel da tecnologia na divisão de tarefas no lar.

Momfluencers passam a co-criar a educação dos filhos com IA, em busca de aliviar a carga mental das mães. Pesquisadores apontam que, mesmo em casamentos heterossexuais, o peso do cuidado ainda recai predominantemente sobre as mulheres. Profissionais do setor explicam que o uso de assistentes digitais vem ganhando espaço entre mães influenciadoras.

Relatos de mães com parceirxs que dividem menos as tarefas diárias indicam que a IA é apresentada como aliada para organização, planejamento e tomada de decisão. Perfil de uma líder do movimento aponta que já existe a venda de manuais e de acesso a ferramentas personalizadas de IA voltadas à co-parenting. A prática, segundo especialistas, pode ampliar a eficiência nas rotinas familiares.

O movimento ganhou destaque após reportagens em veículos internacionais que destacaram casos individuais de uso de IA no cotidiano infantil. Um exemplo citado envolve uma mãe suíça que afirma ter delegado grande parte da carga mental a um chatbot, vendendo acesso a uma versão customizada da ferramenta. A liderança do grupo enfatiza que a participação do parceiro varia conforme o caso.

Dados de pesquisas mostram que, mesmo em casamentos com rendas semelhantes, as mulheres continuam a dedicar mais tempo a tarefas domésticas e cuidado dos filhos. Estudos indicam que a divisão de tarefas ainda é desigual, com os homens reduzindo a diferença apenas em parte das atividades. Especialistas ressaltam que a mental load ainda é viewed como questão feminina.

Mudança de tema: impactos e críticas

Analistas destacam que a adoção de IA na vida familiar levanta questões sobre privacidade, dependência tecnológica e a qualidade do vínculo entre pais e filhos. Profissionais de tecnologia alertam para limites éticos e a necessidade de supervisão humana nas decisões mais sensíveis. Observadores pedem cautela para evitar pressões de produtividade excessiva sobre as mães.

Pesquisas e entrevistas mencionadas apontam que o setor de atendimento e educação infantil pode ganhar eficiência com ferramentas de IA, desde que haja regulação adequada e transparência sobre dados. Ainda segundo especialistas, a IA não substitui a presença e o discernimento humano, mas pode liberar tempo para atividades de maior interação afetiva entre familiares.

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