- Queda nas vagas de nível inicial: de cerca de 180 mil há alguns anos para 50 mil hoje, segundo a Reed.
- Para passar pela triagem de IA: adapte o currículo à descrição da vaga sem mentir e destaque experiências de comunicação, organização e atendimento ao cliente.
- Como conquistar experiência: busque trabalhos temporários, voluntariado, projetos comunitários ou treinamentos online para construir know‑how.
- Usar IA no currículo: é útil, mas não faça tudo com IA; o currículo deve refletir quem você é, ter uma página e começar com um texto de abertura forte.
- Habilidades e preparo para entrevista: foque em comunicação, colaboração e resiliência; planeje respostas, como “fale sobre você”, para reduzir o improviso.
James Reed, chair and CEO da Reed, compartilha estratégias para quem busca vaga em um mercado de trabalho mais competitivo. O veterano de recrutamento, com três décadas de atuação, afirma que a escassez de vagas de nível básico agrava a dificuldade de conseguir oportunidades. Dados da própria Reed apontam queda de vagas para graduados, de cerca de 180 mil há alguns anos para aproximadamente 50 mil hoje.
O objetivo é orientar candidatos a se destacar mesmo diante de sistemas de seleção com uso de inteligência artificial. Reed recomenda alinhar o currículo às descrições das vagas, sem fingir ter habilidades. O essencial é evidenciar exemplos de comunicação, organização e atendimento ao cliente, se essas competências forem exigidas.
Para obter experiência, o especialista aconselha envolver-se em atividades temporárias, voluntariado, projetos comunitários ou treinamentos online gratuitos. Em entrevistas, manter foco na demonstração de por que o candidato é a solução para o empregador é crucial para ampliar as chances de contratação.
Uso da IA no currículo
Reed não vê problemas no uso de IA para aprimorar aplicações, desde que o candidato não dependa apenas dessa ferramenta. O objetivo é que o currículo reflita a identidade do profissional e não vire um documento genérico. Ele destaca a importância de um perfil de abertura claro, revisado por terceiros para manter qualidade e personalização.
Habilidades valorizadas
Comunicação, colaboração e resiliência são pilares apontados pelo especialista. Raciocínio claro, capacidade de trabalhar em equipe e persistência ajudam em processos seletivos longos. Segundo Reed, a atitude de encarar o emprego como solução para um problema do empregador faz diferença na percepção dos recrutadores.
Preparação para a entrevista
Entre as perguntas comuns, a que aborda o “fale sobre você” exige preparação. Em um processo bem estruturado, o candidato consegue responder com objetividade, evitando dispersões. O papo é visto como uma conversa que pode abrir portas, desde que haja antecedência.
Visão sobre o papel da universidade
Reed afirma que a universidade não é caminho adequado para todos. Ele defende que muitos jovens deveriam considerar alternativas como aprendizados, cursos técnicos ou entrada direta no mercado. A valorização de opções profissionais é apresentada como necessária para ampliar oportunidades.
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