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Liderança admite não saber e busca informações para decisão

Liderança admite não saber para estimular colaboração, escuta e soluções coletivas em uma era de conhecimento distribuído e inteligência artificial (IA)

Quando a liderança admite que não sabe
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  • No Web Summit Rio, Crocas (OpenAI) disse que hoje quem sabe tudo não sabe nada, destacando a disseminação do conhecimento nas organizações.
  • A ideia central é que a informação está distribuída e ninguém, independentemente do cargo, detém todo o conhecimento necessário para decidir.
  • Lideranças ainda costumam manter a imagem de onisciência, o que diminui espaço para perguntas e para contribuições de outras pessoas.
  • Reflete-se sobre a importância de dizer “eu não sei” como convite à construção coletiva de soluções e à escuta ativa no ambiente de trabalho.
  • Com o avanço da inteligência artificial, cresce a necessidade de habilidades humanas — empatia, julgamento contextual, confiança, comunicação e colaboração — que podem se tornar diferenciais estratégicos.

No Web Summit Rio, gestores e especialistas discutiram a importância de admitir desconhecimentos no ambiente corporativo. O tema emergiu durante uma conversa entre Christian Rôcas, conhecido como Crocas, chefe de Comunidades, Criadores e Talentos da OpenAI para a América Latina, e Vinícius Teixeira, chefe de Growth da Workhub. O debate ocorreu em meio a temas como IA, inovação e transformação digital.

Crocas destacou que quem domina tudo hoje quase não existe, e que a liderança precisa lidar com a distribuição de conhecimento nas organizações. A observação aponta que o cargo não dá licença para silenciar dúvidas, mas para estimular a construção coletiva de soluções.

Teixeira corroborou a necessidade de ampliar a escuta dentro das equipes. Segundo ele, muitas reuniões repetem rotinas de fala e feedback sem gerar mudanças reais. A conversa sinalizou que a vulnerabilidade pode trazer inovação ao abrir espaço para contribuições diversas.

O diálogo também tratou do papel da tecnologia. Embora seja natural investir em capacitação tecnológica, o debate ressaltou que o diferencial competitivo tende a residir em habilidades humanas, como empatia, julgamento contextual, confiança, comunicação, escuta e colaboração.

Especialistas apontaram que, com a IA se tornando cada vez mais acessível, competências humanas passam a ter peso estratégico. Em vez de apenas dominar ferramentas, líderes devem criar ambientes seguros para discordar, aprender e agir coletivamente diante de cenários ambíguos.

A discussão enfatizou ainda a importância de transformar feedback em ações concretas. Em resumo, o momento atual exige que organizações promovam desenvolvimento de lideranças com foco não apenas em tecnologia, mas em capacidade de construção de consenso e aprendizado compartilhado.

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