Mercado de stablecoins pode decolar em 2025, mas ainda enfrenta desafios regulatórios. Em 2024, empresas como Visa, PayPal e Stripe exploraram projetos ligados a stablecoins, enquanto o tema regulatório permanece incerto nos EUA.
Em global, o ecossistema vem crescendo. Stablecoins são tokens atrelados a moedas tradicionais, com uso cada vez mais comum em pagamentos. Investidores acreditam que a demanda de grandes players pode impulsionar o setor no próximo ano.
No radar dos reguladores, a União Europeia avançou com regras sob a MiCA, exigindo licença de dinheiro eletrônico para stablecoins listadas em bolsas centralizadas. Nos EUA, não há regime federal unificado, e o tema segue em debate.
Panorama regulatório e competição
A Circle, concorrente da Tether, já possui licença na UE, enquanto a Tether ainda não solicitou o documento, gerando risco de exclusão de bolsas europeias. Empresas americanas avançam: Visa lançou a Visa Tokenized Asset Platform; Revolut cogita emitir stablecoin; Stripe adquiriu a Bridge, focada em transações com stablecoins; PayPal mantém o PYUSD, em parceria com Paxos.
A demanda pela emissão de stablecoins aumenta a atratividade de negócios para grandes plataformas, que podem investir reservas lastreando-as com títulos do Tesouro dos EUA de curto prazo, reduzindo custos de transação e ampliando eficiência.
Perspectivas e riscos
Especialistas destacam que a emissão de stablecoins pode criar novas fontes de receita e ampliar a inclusão financeira. Produtividade em pagamentos globais e remessas é citada como benefício pela indústria, com uso cada vez mais comum entre emissores e usuários finais.
Entretanto, o setor carrega riscos, como evidenciado pelo colapso da TerraUSD em 2022, que provocou perdas significativas e queda de confiança. Analistas ressaltam a necessidade de estruturas regulatórias claras para reduzir vulnerabilidades.
O cenário atual mistura otimismo com cautela: mercados de stablecoins já somam centenas de bilhões de dólares de capitalização, e a expectativa é de consolidar ganhos em 2025, com maior adoção por empresas não ligadas ao espaço cripto.
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