O bitcoin avançou para o nível mais alto desde o início de março, na esteira de uma recuperação após a divulgação de tarifas americanas. O ativo subiu quase 20% desde a mínima de 7 de abril, desacoplando-se da Nasdaq e ganhando status de ativo de interesse em um cenário de guerra comercial.
O movimento aconteceu mesmo com o tom mais cauteloso no exterior, à medida que a queda do dólar ajudou a reduzir receios entre investidores de criptomoedas. Ainda assim, o bitcoin permanece abaixo dos níveis registrados antes da entrada de Donald Trump no governo.
Segundo analistas, o tom mais próximo do ouro tende a sustentar a demanda por ativos digitais como reserva de valor, caso o atual desvinculamento se fortaleça. A mudança de percepção é considerada crucial para a narrativa da criptomoeda.
O bitcoin atingiu cerca de US$ 90 mil às 9h20 (horário de Nova York) na terça-feira, com alta de até 2,9% no pregão. ETFs de bitcoin nos EUA recebiam influxo recorde de US$ 381 milhões naquele dia.
Efeito nos mercados e perspectivas
Investidores passaram a ver o bitcoin como possível hedge diante da volatilidade causada pela guerra comercial. Representantes de fundos de criptomoedas destacaram que o ativo tem mostrado sinais de dissociação em relação às ações de tecnologia.
Analistas acrescentam que, se o suporte permanecer acima de US$ 88.800, o caminho pode favorecer a faixa entre US$ 92.000 e US$ 94.000, ampliando o interesse de investidores institucionais. As informações são de fontes de mercado e de dados da imprensa financeira.
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