Os ETFs de bitcoin nos EUA atraíram forte fluxo financeiro nas últimas cinco semanas, reforçando a visão de o ativo digital como reserva de valor em meio a um ambiente de incerteza macro e de tensões comerciais. Dados compilados pela Bloomberg News indicam entradas superiores a 9 bilhões de dólares, lideradas pelo iShares Bitcoin Trust ETF, da BlackRock.
Enquanto isso, fundos lastreados em ouro sofreram saídas superiores a 2,8 bilhões de dólares no mesmo período, sinalizando uma rotação do portfólio em busca de ativos digitais. O mercado acompanha a queda de demanda por ativos considerados porto seguro tradicionais diante de perspectivas econômicas globalmente menos estáveis.
O bitcoin atingiu máxima histórica de 111.980 dólares neste mês, apoiado por sinais regulatórios favoráveis, incluindo avanços em projetos de stablecoins, e pela incerteza macroeconômica. O ouro, ainda com alta anual de 25%, recuou em relação ao seu pico recente, negociando cerca de 190 dólares abaixo da máxima histórica.
Perspectivas e debatedores
Analistas veem a rotação como indício de maior aceitação do bitcoin como hedge de portfólio. Alguns destacam o potencial da criptomoeda como proteção contra desvalorização cambial e riscos do sistema financeiro, ao passo que dúvidas sobre volatilidade permanecem entre céticos.
A visão de que o bitcoin pode atuar como hedge surge em meio a discussões sobre estabilidade fiscal dos EUA. Relatores citados destacam que a natureza descentralizada do ativo fortalece sua posição frente a riscos institucionais. O ouro continua com melhor desempenho anual entre as duas classes de ativo.
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