O índice de volatilidade VIX, conhecido como o termômetro do medo em Wall Street, apresentou uma queda acentuada nos últimos meses, sinalizando uma recuperação das ações. Desde que o ex-presidente Donald Trump revogou tarifas que impactavam o mercado em abril, o VIX caiu cerca de 35 pontos, marcando a terceira maior redução em sua história desde 1990.
A recuperação das ações, embora significativa, foi menor do que o esperado. O S&P 500 subiu aproximadamente 20%, um aumento que, segundo a Bespoke Investment Group, é modesto em comparação com o histórico de 50% após quedas semelhantes do VIX. A empresa destacou que essa discrepância entre a volatilidade e o desempenho das ações é um grande desvio do padrão.
Expectativas Futuras
A Bespoke sugere que a queda no VIX pode ser um sinal positivo para investidores de longo prazo. Historicamente, as maiores quedas do índice correlacionaram-se com aumentos médios de 6% no S&P 500 nos seis meses seguintes e quase 12% em um ano. Contudo, a empresa alerta que investidores focados em resultados imediatos podem não ver relevância em uma queda acentuada do VIX.
Além disso, a Deutsche Bank observou que a atual recuperação do mercado após um choque de volatilidade é a mais rápida já registrada. O estrategista Parag Thatte comentou que, em situações normais, o mercado leva cerca de dois meses para atingir o fundo após um choque de volatilidade, seguido de mais quatro a cinco meses para recuperar as perdas. No entanto, desta vez, o S&P 500 já se recuperou em menos de dois meses, subindo mais de 6% desde o anúncio das tarifas.
Os dados indicam que, apesar da recuperação rápida, o mercado ainda pode estar em um período de adaptação, e investidores devem estar preparados para uma volatilidade contínua.
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