A Invepar, responsável pela Linha Amarela e pelo aeroporto de Guarulhos, está em negociações para um standstill de quatro meses com seus credores, buscando evitar a recuperação judicial. A empresa já obteve apoio de 80% dos credores, mas ainda precisa do consentimento da Mubadala Capital, seu principal credor.
As discussões avançaram a ponto de os fundos de pensão, que são os principais acionistas da Invepar, suspenderem a assembleia de acionistas que poderia decidir pela recuperação judicial. O BR Partners, banco de investimento contratado para liderar a reestruturação financeira, está à frente das negociações.
Os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef, que detêm 75% das ações da Invepar, também são credores significativos. Contudo, a Mubadala Capital, que possui uma dívida de pelo menos R$ 325 milhões, ainda não concordou com o standstill. O BR Partners apresentou uma nova proposta à Mubadala, mas as conversas não avançaram.
Recentemente, a Mubadala solicitou o vencimento antecipado da dívida, alegando que a Invepar não fez os repasses devidos, incluindo cerca de R$ 30 milhões da venda de ações do VLT Carioca. A Invepar obteve uma decisão liminar que a protege dos credores por um mês, prazo que termina na próxima segunda-feira, aumentando a urgência para um acordo.
Em nota, a Invepar informou que a Assembleia Geral Extraordinária de acionistas decidiu, por unanimidade, suspender os trabalhos, com nova data marcada para 16 de junho de 2025, ou antes, se necessário.
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