Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gastos públicos permanecem congelados até Brasil alcançar sustentabilidade, diz Haddad

Fernando Haddad pede cautela em gastos públicos e defende ajuste na carga tributária para promover justiça social e sustentabilidade fiscal.

Ministro Fernando Haddad (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)
0:00
Carregando...
0:00

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propôs a suspensão do debate sobre aumento de gastos públicos até que o governo encontre um caminho sustentável para as contas. Em entrevista à Record, na terça-feira, 24, ele afirmou que nenhum aumento de gasto é bem-vindo, exceto os imprescindíveis.

Haddad também comentou sobre a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 15%, a mais alta desde 2006. Ele destacou que a alta dos juros foi “contratada” em dezembro, durante a gestão do ex-presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. O ministro enfatizou a importância de manter a credibilidade na política monetária, alertando que mudanças abruptas podem comprometer essa confiança.

O ministro expressou preocupação com a taxa de juros elevada, considerando-a muito restritiva. Ele ressaltou a necessidade de cautela na política fiscal e monetária, especialmente em um momento de desafios econômicos significativos. Ao abordar a reforma tributária, Haddad criticou a desigualdade no Brasil, afirmando que não podemos viver em um país onde a maioria tem pouco.

Sustentabilidade das Contas

Haddad defendeu que o objetivo da política econômica deve ser equilibrar as contas públicas com mais justiça social. Ele propôs que a carga tributária seja ajustada para que aqueles que não pagam impostos sejam onerados, enquanto os que já contribuem sejam desonerados. O ministro também mencionou a importância de “congelar o debate sobre aumento de gasto público” e priorizar a sustentabilidade das contas.

Além disso, Haddad confirmou que o governo está explorando formas de alavancar o crédito imobiliário, atualmente em 10% do PIB, comparado a 30% no Chile e mais de 100% na Austrália. O foco é desenvolver a indústria da construção civil, essencial para o crescimento econômico.

Apesar das resistências no Congresso, Haddad se mostrou otimista quanto à possibilidade de alcançar acordos. Ele também mencionou um déficit primário projetado de R$ 83,1 bilhões até 2025, conforme relatório da Instituição Fiscal Independente. O governo Lula tem buscado medidas arrecadatórias, como o aumento da taxação de apostas esportivas e mudanças na tributação de instituições financeiras, para compensar a queda na arrecadação do IOF.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais