Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pesquisador da UFMG desenvolve usina de hidrogênio verde com energia solar

Usina solar em Betim (MG) poderá reduzir custos de produção de hidrogênio verde, alternativa viável para o setor automotivo.

Hidrogênio verde é produzido a partir de energia solar e água (Foto: Divulgação/UFMG)
0:00
Carregando...
0:00

Um novo projeto de usina solar em Betim (MG) promete impulsionar a produção de hidrogênio verde, uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis. O engenheiro eletricista Francisco Edvan Bezerra Feitosa, doutor em Ciências e Técnicas Nucleares pela UFMG, desenvolveu a proposta em sua tese de doutorado. A usina, que geraria 1 megawatt elétrico (1 MWe), seria alimentada exclusivamente por energia solar e poderia substituir a gasolina no setor automotivo.

Localizada nas proximidades da Refinaria Gabriel Passos, da Petrobras, a usina tem o potencial de enriquecer combustíveis existentes. Feitosa destaca que o hidrogênio verde possui um teor energético superior ao da gasolina, com um quilo de hidrogênio oferecendo três vezes mais energia do que um quilo de gasolina. O processo de produção envolve a eletrólise da água, que separa hidrogênio e oxigênio utilizando corrente elétrica, sem gerar emissões de carbono.

Potencial no Nordeste

A pesquisa também analisou a viabilidade de geração de hidrogênio verde em 23 cidades ao longo da BR-116, revelando que o Nordeste possui condições favoráveis devido à alta incidência solar. Feitosa acredita que a redução dos custos de eletrolisadores e painéis solares nos próximos anos tornará a produção de hidrogênio mais acessível, podendo chegar a um dólar por quilo, o mesmo custo atual da gasolina.

O trabalho de Feitosa se alinha ao tema da 31ª edição do Prêmio Jovem Cientista, que busca soluções sustentáveis para as mudanças climáticas. O prêmio, promovido pelo CNPq e pela Fundação Roberto Marinho, incentiva a pesquisa em áreas como resiliência ambiental e combate ao aquecimento global. Estudantes e pesquisadores têm até 31 de julho para se inscreverem e concorrerem a prêmios que variam de R$ 12 mil a R$ 40 mil.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais