Seja nas plantações de açúcar no Brasil ou nas fazendas de chá na Índia, a técnica de Intemperismo Aprimorado de Rochas (ERW) está sendo utilizada para acelerar a captura de dióxido de carbono. Recentemente, projetos de ERW começaram a vender créditos de carbono, destacando-se um acordo do Google para eliminar 200.000 toneladas de carbono até 2030.
O ERW acelera um processo natural de decomposição das rochas, que captura dióxido de carbono. Essa técnica utiliza rochas de intemperismo rápido, como o basalto, moídas para aumentar a área de superfície. Um estudo indicou que a aplicação de 50 toneladas de basalto por hectare poderia remover 10,5 toneladas de CO2 em quatro anos, embora a eficácia varie conforme o tipo de cultivo e condições climáticas.
Os benefícios do ERW vão além da captura de carbono. A adição de rochas pode aumentar a alcalinidade do solo, promovendo o crescimento das plantas. Mesmo sem capturar CO2, a neutralização de ácidos no solo pode evitar a liberação de dióxido de carbono para a atmosfera. Contudo, a medição da captura de carbono é complexa e pode ser superestimada, conforme alertou Paul Nelson, cientista da James Cook University.
Os projetos de ERW estão se espalhando pelo mundo, com iniciativas na Europa, América do Norte, América Latina e Ásia. A startup indiana Mati Carbon foi premiada por suas inovações na remoção de carbono, enquanto o Google firmou um acordo com a startup Terradot para a eliminação de 200.000 toneladas de carbono, destacando o potencial econômico da técnica.
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