Durante uma reunião interna da Meta, o CTO Andrew Bosworth contestou as declarações do CEO da OpenAI, Sam Altman, sobre bônus de até US$ 100 milhões para atrair talentos. Bosworth classificou as afirmações de Altman como “desonestas” e destacou que esses bônus não são oferecidos a todos os funcionários, mas sim a um número restrito de líderes seniores.
Bosworth mencionou que a Meta está, de fato, contratando vários pesquisadores da OpenAI, com “muitos mais” em andamento. Ele afirmou que a competição por talentos está aquecida, mas não na escala sugerida por Altman. “Sam está exagerando, e sei exatamente por que ele está fazendo isso, que é porque estamos tendo sucesso em atrair talentos da OpenAI”, disse Bosworth.
Estratégia da Meta
Na mesma reunião, o CPO Chris Cox comentou sobre o desempenho da Meta AI, que conta com um bilhão de usuários mensais, mas com um engajamento inferior ao do ChatGPT. A aplicação Meta AI tem apenas 450 mil usuários diários, muitos dos quais a utilizam para gerenciar seus óculos Meta. Cox ressaltou que a Meta não pretende competir diretamente com o ChatGPT em produtividade, mas focar em entretenimento e conexão social.
A Meta também enfrenta desafios legais, como a disputa de marca entre Jason Rugolo e a marca Iyo. Rugolo, que está em processo de desenvolvimento de um novo produto, afirmou que a empresa tem recursos para operar até o final de 2026. Ele expressou esperança de que a OpenAI possa competir de maneira justa no mercado.
Esses desdobramentos revelam um cenário competitivo acirrado no setor de inteligência artificial, com a Meta buscando se posicionar de forma distinta em relação à OpenAI, priorizando entretenimento em vez da produtividade.
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