As nações do G7, grupo que reúne as economias mais desenvolvidas do mundo, anunciaram no último sábado, dia 28, que isentarão as multinacionais dos Estados Unidos do imposto mínimo global de 15%. Essa decisão é considerada uma vitória para o governo do presidente Donald Trump, que pressionou por esse compromisso.
O acordo permitirá que as empresas americanas sejam tributadas exclusivamente nos EUA, tanto sobre os lucros nacionais quanto os internacionais. O comunicado foi emitido pelo Canadá, que atualmente preside o G7. A reunião de cúpula ocorreu em Kananaskis, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou como convidado.
A decisão foi influenciada pelas mudanças propostas no sistema fiscal dos EUA, que estão sendo debatidas no Congresso. O G7 afirmou que esse sistema paralelo poderia trazer maior estabilidade e previsibilidade ao sistema fiscal internacional. Em 2021, quase 140 países haviam concordado em tributar multinacionais, um acordo mediado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estabelece a alíquota mínima de 15%.
A OCDE ainda decidirá se as empresas americanas serão isentas desse imposto. O G7 expressou a expectativa de encontrar rapidamente uma solução que seja aceitável para todos os países envolvidos. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, garantiu que um acordo que defenda os interesses americanos será alcançado entre os membros do G7.
Além disso, Bessent pediu aos legisladores americanos que removam uma cláusula do projeto de lei de Trump que permitiria a imposição de tributos a empresas com proprietários estrangeiros. Essa medida gerou preocupações sobre possíveis impactos negativos nos investimentos estrangeiros nos Estados Unidos.
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